O mid-laner da INTZ deu sua avaliação sobre o ano da sua equipe, comentou sobre seu interesse em jogar ligas estrangeiras e falou sobre a vontade de fazer bootcamp.

O último final de semana marcou o fim da fase regular do CBLOL. As equipes classificadas já estão definidas e se enfrentarão nas semanas seguintes. Rensga, LOUD, Flamengo e Red Canids disputarão as quartas de final, enquanto a paiN Gaming e Vorax Liberty se classificaram diretamente para as semifinais.

A INTZ acabou sendo eliminada ao ficar fora da zona de classificação da tabela, a equipe terminou a fase regular na nona colocação com cinco vitórias e treze derrotas.

Durante as coletivas, Bruno “Envy” Farias deu sua avaliação sobre o ano dos Intrépidos, comentou sobre seu interesse em jogar ligas estrangeiras e falou sobre a vontade de fazer bootcamp.

O campeonato se encerrou para a INTZ essa semana depois de uma campanha irregular. Vocês pretendem se disponibilizar para treinos com os times classificados?

Envy: O meu sentimento agora é bem de decepção mesmo, em razão ao ano inteiro. Foram dois resultados bem ruins nesse split pra gente. A gente não esperava isso nem um pouco, esse é o meu sentimento, da org em si eu não sei como tá sendo.

Sobre os outros planos, a gente não falou sobre treinar pra ajudar os times do playoff. Então, por enquanto eu acho que vai ser só continuar jogando para melhorar. Mas em relação ao time, a gente ainda vai ter que conversar pra ver se ainda vai ter alguma coisa ou se vão deixar a gente de férias para o próximo split.

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Você pretende fazer bootcamp nesse final de ano e início do ano que vem?

Envy: Eu até queria fazer bootcamp, sim. Vou tentar, mas primeiro tem que tomar vacina, tenho que ver como vai ser a situação, se eles aceitam qual vacina eu vou tomar e qual vai ter que ser. Se eu posso ir para, por exemplo, Coreia, que é para onde eu prefiro ir em relação a bootcamp. Eu quero ir, sim, mas não sei se vai dar. 

Você acha que ainda tem espaço com a INTZ, mesmo com essa reformulação que a organização está fazendo com jogadores jovens ou você quer entrar em uma equipe com jogadores mais experientes? 

Envy: Obviamente, que meu objetivo é sempre montar um time para ser campeão e ir para o Mundial. Se o time que montarem pra mim for de jovens promessas, mas que sejam muito bons, ok, mas não é esse meu objetivo mesmo. 

Eu prefiro jogar com pessoas experientes e que já tenha uma bagagem, que já sabe ganhar, que sabe o que tem que fazer pra ganhar e o sacrifício. Eu diria que essa é minha visão em questão de time.

Se tivesse a oportunidade, você jogaria em uma liga intermediária acima do CBLOL, seja no elenco principal ou no Academy?

Envy: Eu tenho vontade só se for para LEC ou LCS, eu acho que eu não iria pra o Academy dessas duas regiões. Porque eu não acho que o Brasil comparado a LCS seja um nível tão discrepante, eles são um pouco melhores do que a gente, eles têm mais estrutura, mais dinheiro. 

Mas, eu não acho que vale a pena ir para um Academy do NA, a não ser que seja com alguém que eu já conheço, que eu teria mais certeza do que iria acontecer. Mas, eu só iria se fosse pra uma LEC ou LCS no time titular mesmo.

Nos Estados Unidos tem muitos jogadores universitários que jogam campeonatos de universidades e conseguem vagas em times da LCS. O que você acha desse tipo de caminho?

Envy: Eu não tenho muito conhecimento sobre esse caminho de ir pela universidade, eu não sei realmente como é, mas eu acho que se está dando certo pra pessoa que escolheu esse caminho, tá ótimo. Cada um tem seu caminho pra traçar, cada um escolhe o jeito que faz. Se os dois são bons só que são métodos diferentes, pra mim no fim da linha é tudo igual.

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Você comentou que prefere jogar com um time mais experiente no próximo split. Você acha que foi isso que dificultou esses dois splits da INTZ, ter um elenco que não era tão experiente?

Envy: Eu acho que sim. Em questão de peças de times, a gente fez apostas demais nos dois times, do primeiro e do segundo split. A gente não foi em algo concreto, que a gente soubesse que daria certo. 

Eu acho que esse foi o maior problema, da gente não ter certeza da qualidade das peças, e de como ficaria a sinergia e entrosamento dos dois times. 

Em relação ao que você disse sobre falta de experiência de alguns jogadores, você acha que jogadores que são inexperientes, mas que tem muita vontade de aprender podem melhorar? E emendando, o que você acha da SoloQ brasileira atualmente?

Envy: A SoloQ do Brasil é bem ruim, acho que no Brasil você só consegue evoluir mecanicamente na SoloQ, enquanto nas outras regiões você também aprende sobre macro pra chegar num nível muito alto.  

Em questão de ensinar o jogador, eu acho que depende muito da pessoa e depende muito de quem vai ensinar tudo a ela. Eu acho que o jogador tem que estar muito disposto, ele tem que respeitar muito a coaching staff. 

Por exemplo, se ele for um jogador novo, ele tem que, basicamente, esquecer tudo que ele já tinha aprendido e escutar tudo que a coaching staff tem que falar pra meio que funcionar como esponja. Como o jogador novo não tem muitas informações, a staff vai passar tudo pra ele e ele vai aprendendo. 

Foi o que aconteceu comigo em 2017, o Peter estava na INTZ e eu aprendi muito com ele, eu acho que foi um bom início pra minha carreira. 

Você pode acompanhar as transmissões pelos canais oficiais do CBLOL no YouTube, Twitch e Nimo TV.

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*Matéria realizada em colaboração com João Vitor Costa

Bruno Martins -

Bruno Martins

| Twitter: @yo_brunoM

Jornalista. Na cobertura de esports desde 2018 e especializado em jogos de FPS como CS:GO e Rainbow Six.