Com apenas 16 anos, Jelly conta como o investimento no cenário feminino influenciou sua carreira.

O cenário feminino de VALORANT no Brasil cresce a cada dia que passa. Isso porque novas organizações apostam na modalidade e novos nomes talentosos surgem a todo momento, trazendo uma competitividade bem grande ao jogo.

Além disso, a Riot Games, desenvolvedora de VALORANT, aumentou o investimento no cenário, com o anúncio até mesmo de um mundial em 2022. Assim, o FPS da Riot se tornou terreno para diversas meninas crescerem e investirem em sua carreira profissional.

Pensando nisso, nós, do Esports GG, conversamos com a jogadora Jelly, da Portuguesa Esports.

A jogadora tem apenas 16 anos e é uma das poucas representantes do cenário LGBTQIA+ no mundo dos Esports. Confira um pouco sobre as suas expectativas para o futuro e visões sobre o VALORANT.


Você é uma jogadora bem nova, com apenas 16 anos. Acredita que, por conta da idade, muitas pessoas possam te subestimar?

Eu acredito que não. O cenário de VALORANT está bem voltado a jogadoras novas por, geralmente, serem mais fáceis de serem moldadas, estou bem tranquila quanto a isso e confio muito no meu jogo.

Como seus pais encaram a sua função como atleta de VALORANT, por se tratar de um mundo novo para muitas pessoas?

Meus pais sempre tiveram receio, pois é uma ideia muito nova e diferente para eles. Pretendo seguir com essa carreira até o final, o que para eles é uma carreira estranha, mas quero seguir meus sonhos. Espero conseguir mostrar para eles que vai dar certo.

Com o investimento da Riot e a organização de um mundial, o cenário feminino cresceu bastante e novas equipes entraram na modalidade. Como uma atleta que está começando agora, qual a sua visão deste cenário?

É um investimento incrível e muito bom para o cenário. Esse investimento trouxe muitas organizações e oportunidades para muitas meninas, incluindo eu. Esse mundial realmente mudou o cenário inteiro e vai continuar mudando para o melhor.

O anúncio do mundial realmente mudou o que eu queria da minha carreira, acredito que mudou a vida de bastante gente também, mas comigo foi o que me fez querer esforçar 200% a mais, tentar ser a melhor mesmo. Com esse mundial, vieram oportunidades incríveis que me deram uma chance de me provar no mundo de esports.

Muito se fala sobre a ausência de equipes mistas, com a grande maioria sendo exclusivamente masculina. Com a consolidação do cenário feminino, você acredita que a falta de times mistos ainda será discutida?

Os times mistos vão aparecer e os times femininos vão começar a competir cada vez mais no cenário misto. Por exemplo, neste VCT Challengers já tivemos vários times femininos competindo e conseguindo ótimos resultados. É somente uma questão de tempo até haver times mistos competindo no alto nível do VALORANT.

Como uma jogadora que levanta a bandeira LGBTQIA+, no mundo dos esports, como você vê o cenário neste sentido? Acredita que ainda faltam mais representantes nos campeonatos? Falta incentivo, por parte das equipes ou desenvolvedoras, para atrair mais pessoas LGBTQIA+?

É incrivelmente importante para mim poder representar uma comunidade incrível como essa, e sim, acredito que faltam bastante representantes, principalmente na parte de players. Mas não acredito que seja por falta de incentivo pois há campeonatos e muito suporte para a comunidade LGBTQIA+ vindo da Riot. Mas ainda sim existe um pouco de toxicidade dirigido a nós da própria comunidade do VALORANT.

Para finalizar, quais são as suas expectativas para o futuro do VALORANT? Acredita que o jogo vai crescer cada dia mais?

Absolutamente. VALORANT está tendo um suporte imenso dos desenvolvedores e da comunidade. Tenho um amor gigantesco por esse jogo e o jeito que ele mudou minha vida. Não ficaria surpresa se o jogo virasse o melhor esport do mundo algum desses dias.


Ainda não foi divulgado as datas dos campeonatos do VCT Game Changers. Lembrando que, neste ano, o Game Changers terá o seu primeiro mundial. Para saber mais sobre VALORANT e o mundo dos Esports, fique ligado no Esports GG, agora no Twitter e Instagram também.

Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT. Experiência em portais como Globo Esporte e passagem em times de esports.