O “one-tapper” mais famoso do VALORANT, Adil “ScreaM” Benrlitom se sentou após a vitória contra a Team Vikings para conversar sobre o evento até então e sobre sua partida contra a Fnatic.

Seguindo na Lower Bracket com uma vitória sobre a equipe brasileira da Vikings, a Liquid marcha para enfrentar seus rivais de região, a Fnatic. Depois do jogo, nós tivemos uma chance de conversar com Adil “ScreaM” Benrlitom, destaque da Liquid desde que eles começaram no competitivo do VALORANT. ScreaM falou abertamente sobre a confiança do time, o estilo de jogo e sobre a partida vindoura contra a Fnatic.

Primeiramente, obrigado por sentar e conversar depois de uma série tão impressionante (contra Team Vikings)! Vocês pareciam incrivelmente confiantes nos dois mapas de hoje, isso é um reflexo de como o time está se sentindo num geral?

ScreaM: “Nós temos um time realmente confiante. A vitória contra a KRU ontem foi muito importante para conseguir colocar essa confiança no campeonato. Agora nós sabemos que podemos vencer, é uma coisa mental. Nós precisávamos daquela vitória para superar nossa derrota para a Version1. Eu acho que nós teríamos vencido eles se tivéssemos jogado assim”.

A Team Liquid é sem dúvidas um dos melhores times no VALORANT quando se trata de utilitárias em sinergia com o time. Quanto de prática entra na lineup?

ScreaM: “Honestamente, nós praticamos bastante. Repassamos as táticas muitas vezes, então leva um certo tempo. Mas isso é VALORANT, é um jogo muito tático e é assim que tem que ser. Você precisa ter essa sinergia no time para fazer tudo de forma perfeita, é muito importante”.

Como você pensa que o estilo de jogo da Liquid se manteve em termos internacionais quando comparados com o cenário regional?

ScreaM: Eu acho que chegar até aqui e jogar contra as outras regiões foi um pouco estranho. Mesmo só assistindo você pode perceber que eles têm diferentes estilos de jogo. Eu por exemplo percebi que algumas regiões são muito boas jogando contra o Phoenix e isso foi o que me parou de jogar com o Agente agora e por isso escolhi a Sage hoje. A Europa é tipo uma mistura de tudo, um pouco de jogadas lentas, agressivas, é tudo tático. Outras regiões são muito individualistas, como, por exemplo, a Sentinels. Eles possuem um bom time, mas ao mesmo tempo eles fazem várias coisas individuais. É difícil de manejar, mas cada região possui seu próprio gameplay”.

Desde que mudou para a Sage, parece que a Liquid como um todo melhorou drásticamente. Como você acha que sua flexibilidade ajudou o time?

ScreaM: “Tem sido um pouco dificil para mim. Obviamente eu gostava de jogar de Jett, mas o Jamppi é um grande jogador, ele tem muito potencial e eu estou realmente feliz de deixar para ele. Eu confio em mim mesmo e os meus companheiros confiam em mim para ficar bom em qualquer Agente e eu consigo jogar o que quer que seja melhor pro time. Isso é uma coisa muito importante no VALORANT, tem muitos Agentes então você não pode jogar só com um ou dois, você tem que ser flexível.

Normalmente a Liquid é um daqueles times que traz composições não-convencionais, mas hoje a Vikings escolheu Yoru em partidas consecutivas. Qual foi a sua reação para isso?

ScreaM: “Eu respeito a decisão da Vikings. Foi uma decisão de muita coragem por parte da Vikings, mas eu acho que eles prepararam tudo porque o Yoru não é um mal Agente. Quando você joga um pouco com ele, tem um plano ao redor dele, ele é realmente muito difícil de se jogar contra. Hoje nós tivemos dificuldade, mesmo que o placar não tenha sido tão próximo, hoje foi muito difícil para nós e ficamos muito felizes que conseguimos vencer. Eu acho que Sage teve um papel muito grande nisso: a Agente é muito boa em contra atacar Yoru.

Foi uma grande experiência uma vez que nós nunca jogamos contra um Yoru. Eu realmente respeito essa decisão. Nós esperávamos muito mais agressividade da Vikings, mas então eles jogaram de forma lenta, talvez por causa da Sage ou essa foi só o estilo de jogo, mas nos ajudou. Se eles jogassem de forma mais agressiva teria sido um problema para nós”.

Conversando mais sobre o evento em geral, vocês tiveram uma derrota cedo para a Version1, mas conseguiram se recuperar na Lower Bracket. Você acha que essa derrota cedo ajudou o time?

ScreaM: “Sim, eu acho que quando você perde, você melhora muito. Você tem tantas coisas a aprender de um jogo e especialmente aquele jogo contra a Version1 nós tivemos tanta coisa para aprender olhando para ele. Também foi nossa primeira partida em LAN, então não estávamos jogando no nosso melhor nível. Jogar contra a KRU com um jogo muito limpo nos deu muita confiança. Eu sinto que agora, se jogarmos do jeito que jogamos hoje e ontem, nós conseguimos vencer qualquer um”.

Confira nossa entrevista com L1NK da equipe Liquid aqui!

A Liquid enfrenta a Fnatic pela semi-final da lower bracket, você acha que a familiaridade com o seu oponente vai tornar a partida mais fácil ou mais difícil?

ScreaM: “Obviamente nós nos conhecemos muito bem, nós jogamos contra eles algumas vezes e hoje os times europeus são bons amigos. Vai ser um jogo bem difícil, mas eu acho que esse tipo de jogo é sempre difícil e eu não tenho ideia de como será. Eu acho que será um jogo muito duro para eles também. Vamos ver”.

Derke especificamente tem tido uma performance incrível no Masters Reykjavik. Como você acha que a partida contra ele será?

ScreaM: “Derke é um jogador muito bom e um bom Jett, ele joga com a Operator e se posiciona bem. Eu acho que nós teremos que derrubá-lo. Nós sabemos como ele joga e nós precisamos tomar cuidado com a Jett de Operator o tempo todo. É um combo muito forte e obviamente ele é um dos melhores jogadores, mas nós também temos jogadores muito bons. Será uma guerra”. 

Tradução: Igor Oliveira

Blaine Polhamus -

Blaine Polhamus

| Twitter: @BlainePolh

Blaine is an esports journalist and has been a fan of multiple esports scenes ever since 2015 Worlds. Since graduating from College of Charleston, Blaine has written news and stories for League of Legends, VALORANT, CS:GO, and Call of Duty.