gtn, duelista da Team Vikings, conversou com o Esports GG sobre o Brasil no VALORANT.

A participação do Brasil no VALORANT Champions 2021 se encerrou na última semana com a partida decisiva, entre Team Vikings e Team Secret. A equipe brasileira viu seu sonho acabar em uma derrota amarga de 2-0. Porém, mesmo com o resultado negativo, as perspectivas do futuro são positivas. Em entrevista com o duelista da Team Vikings, gtn, o Esports GG Brasil teve a oportunidade de conversar um pouco mais sobre o futuro do VALORANT no país.


gtn, na partida contra a Team Secret, pelo Champions 2021 – Foto: VALORANT Esports

Esports GG: Nós pudemos conversar com Mazin, da FURIA, depois do jogo e ele nos disse algo bem interessante, que o fato de três equipes terem ido ao exterior, fazendo bootcamp e jogando o Champions, no mais alto nível, vai trazer um crescimento bem grande no cenário, como um todo. As equipes (Team Vikings, Vivo Keyd e FURIA) cresceram muito e isso deve fazer com que as demais equipes do Brasil tenham que correr atrás para conseguir crescer também. Como você enxerga isso? De fato, somente por vocês terem absorvido muito do jogo fora, vai fazer com que as demais equipes cresçam dentro do cenário nacional?

gtn: Com certeza! Agora que nós fizemos, praticamente, um mês de bootcamp, junto com os outros times, deu para notar que os jogos no Champions, teve um nível bem maior. Conseguimos bater de frente com a atual campeã do Masters Berlim, a Gambit Esports, além de outros times considerados tier 1 da Europa. Então, o resultado foi nítido. Por conta disso, provavelmente, as equipes que estão no Brasil vão ter que correr atrás. Vai haver mudanças, provavelmente, no cenário competitivo, como sempre muda. Por isso, os jogadores que vieram aqui para fora, vão acabar levando muito conteúdo para o seu e os outros times. Então eu acredito que o cenário só tende a crescer sim.

Esports GG: Uma outra questão que anda sendo bastante discutida, principalmente no Twitter, é sobre a torcida. Os torcedores estão dando muito apoio aos jogadores, seja na vitória ou na derrota. Aparentemente, isso parece estar dando algum tipo de impacto positivo nos jogadores. Você consegue notar esse carinho da torcida? Indo um pouco mais além, você foi impactado, de alguma forma por essa torcida?

gtn: Acredito que sim. Na internet sempre vai ter os que apoiam, mas vão ter os que te criticam e não sabem nem um pouco do que se passa aqui fora. A rotina de treinos é estressante, estamos longe de casa, família, cansados e estressados. Para nós, brasileiros, sempre é mais difícil. Eles sabem (os times de fora) muito mais que nós. Nós não temos muito investimento, estrutura, mas mesmo assim vamos para fora e damos o nosso melhor. Então, eu acho que o apoio da torcida é essencial e, para as pessoas que criticam, nós só tentamos ignorar.

gtn e seus companheiros, da Team Vikings, antes do jogo – Foto: VALORANT Esports

Esports GG: Aproveitando sobre o que você disse anteriormente, no quesito da estrutura, gostaria de entender um ponto. Vocês foram jogar na Europa, com uma estrutura mais avançada, uma região mais forte e com equipes estrangeiras. Tendo isso em vista, comparando com a nossa região, existem muitas diferenças entre os continentes?

gtn: Existe sim uma diferença muito grande que, quando a gente chegou aqui, percebemos que não tínhamos muita noção sobre o macro e micro do jogo. Aqui tem muitos times bons. No Brasil, se a gente for contar, são 10 ou 12 times, que possuem um nível competitivo alto. Já aqui na Europa, são 30 ou 40 times muito bons, ainda tem o tier 2. Então, aqui, o nível dos times é bem alto e em grande quantidade. Isso já faz com que o nível deles aumente muito. Principalmente porque existe muita variedade, muitos atletas tentando ser bons no jogo. Espero que no ano que vem isso mude no Brasil e tenhamos mais times competitivos na nossa região.

Esports GG: Numa perspectiva do futuro competitivo brasileiro, você acredita que podemos ter uma melhoria ou até uma ideia de um crescimento futuro? Esse ano, querendo ou não, foi positivo para o nosso cenário. Chegamos no Champions como a pior região e conseguimos assustar os times mais fortes do campeonato. Isso pode trazer maior visibilidade e investimento para o Valorant do Brasil?

gtn: Com toda certeza. Acredito que, agora, todo mundo viu o nível do Brasil. Além de conseguirem ver que estamos melhorando e que temos a capacidade de garantir um campeonato internacional. Precisamos apenas treinar mais, nos desenvolver melhor e nos adaptar. Antes, no Masters Berlim e na Islândia, a gente não tinha tido resultados tão expressivos ou jogos que estávamos bem parelhos com as equipes fortes. A FURIA quase ganhou da Sentinels (no Champions), foi algo nos detalhes, a Vivo Keyd, que aconteceu tudo aquilo que aconteceu, mas era para ter ganho e nós, que perdemos por apenas um round de fechar, para a Gambit Esports. Então, assim, a gente está muito bem. É continuar o trabalho e não desistir.


Assim, as chances do Brasil se foram, com todas as três equipes voltando para casa. Porém, a cobertura do Champions 2021, no Esports GG, continua ativa. Vamos dar o resumo de todas as partidas dos playoffs até a Grande Final, onde teremos o primeiro campeão mundial de VALORANT.

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Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de Esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT.