bzka, técnico da Vikings, conversou com o Esports.gg Brasil após o jogo contra a Gambit Esports.

A partida entre a Team Vikings e Gambit Esports, foi uma das mais divertidas do VALORANT Champions 2021. Mesmo com a derrota, os brasileiros conseguiram competir em pé de igualdade com uma das equipes mais fortes do evento. Depois da partida, o Esports.gg Brasil conversou com exclusividade com bzka, o treinador da Team Vikings.

Em um papo sobre suas expectativas, o coach falou sobre relacionamento com a torcida e muito mais. Confira abaixo como foi a conversa.


bzka, treinador da Team Vikings – Foto: VALORANT Esports

Esports.gg Brasil: Infelizmente, não estamos conversando após uma vitória. Antes de começar o Champions, diversos analistas de outros países estavam colocando a Team Vikings como a pior equipe do campeonato. Porém, estamos vendo o contrário, a equipe está muito sólida, com estratégias muito bem montadas e conseguindo excelentes jogos. Como você vê essas análises e como foi, para vocês, quebrar essas expectativas?

bzka: Eu entendo quem fala que a Vikings não estava tão forte antes do campeonato começar. A VKS não teve um bom VCT antes de Berlim (VCT Masters Reykjavík) e a gente se classificou meio que pelo resultado de ter ido a Islândia. Então chega a fazer sentido, mas ao mesmo tempo, a gente sabia que tinha muito mais potencial, sabia do nosso poder de fogo. Estamos provando aqui, o nosso trabalho. É difícil pra caramba essa derrota pra Gambit. Se a gente tivesse tomado um espanco, acredito que não teria doído tanto quanto doeu agora. Porque a gente sentiu aquele gostinho que dava para chegar, chegamos no 12-6, pausamos, conversamos, mas os caras estavam jogando muito bem. Mas, pelo menos, provamos que a gente consegue, que temos nível e não vai ser essa derrota que vai derrubar a gente não.

Esports.gg Brasil: Agora, sobre a comunidade brasileira, a famosa torcida. Sempre vemos outras equipes, jogadores, torcedores, sempre interagindo muito com quem está jogando. Seja dando os parabéns ou até uma palavra de força quando tem alguma derrota. Como que esse carinho é sentido por vocês, que estão aí jogando?

bzka: Sempre é bom sentir essa torcida. Nós gostamos muito disso. Eu acho que o carinho da torcida, principalmente nesse momento de derrota, acaba ajudando os jogadores. Nós precisamos dar um reset mental para a próxima partida. Como eu disse antes, se fosso um placar elástico, não teríamos sentido tanto, mas a torcida brasileira está sempre ajudando.

Esports GG Brasil: Recentemente, a discussão sobre as partidas ranqueadas do Brasil voltou a ser conversada. Sabemos que, em outras regiões, o nível costuma ser maior, além de ter outras pessoas ou táticas sendo testadas. Você acredita que o fato de ter feito um bootcamp e estar jogando partidas numa região diferente da nossa, ajudou vocês a crescerem?

bzka: Eu acho que não, sinceramente. As filas ranqueadas daqui são muito melhores, é um fato. É muito bom para gente estar jogando essas partidas, no quesito individual. Porém, o que ajudou a gente, foi a forma na qual a gente trabalhou em equipe. Eu acho que, o que fez a gente evoluir, foi nosso trabalho em equipe, o nosso coletivo e não esse trabalho individual.

Team Gambit x Team Vikings, com os capitães no meio – Foto: VALORANT Esports

Esports.gg Brasil: Então, para encerramos a nossa entrevista, queria saber de você sobre o futuro do Valorant brasileiro. Estamos vendo equipes superando times fortes, que eram considerados os melhores do mundo, como foi com vocês neste jogo contra a Gambit e a FURIA contra a Sentinels. Então, eu queria saber da sua expectativa para esse futuro competitivo de VALORANT.

bzka: O Brasil sempre foi e sempre vai ser o berço do FPS. Eu acho que, o destaque que tivemos no Rainbow Six, no Counter Strike, no Crossfire, Point Blank e nos demais, é uma prova que a gente é bom em FPS. Só que o VALORANT, é um jogo que entrou com uma ideia um pouco diferente dos FPS’s clássicos que estamos acostumados. O VALORANT envolve muita habilidade, muito recurso e são algumas experiências que nós não tivemos no Brasil. Então, a gente está tendo que se adaptar. Os times da Europa ou dos EUA, que migraram para o VALORANT, acabaram vindo do tier 1 do CS, ou seja, eram jogadores experientes, que já tinham uma base muito sólida de FPS. Enquanto que, no Brasil, acabou migrando de outros jogos e apenas os jogadores de tier 2. Por mais que a gente seja o berço do FPS, a gente está tendo que vencer essa diferença. Eu acho que, a cada campeonato que passa, a gente diminui, cada vez mais, essa diferença. Esse Champions é o campeonato mais importante do ano e estamos provando que essa diferença está ficando cada vez menor. Acabamos de bater de frente com o campeão do VCT Masters Berlim, tivemos a FURIA batendo de frente com o campeão do VCT Reykjavík. Então, eu acho que estamos bem encaminhado e que, no futuro, o Brasil possa sim, dominar o VALORANT mundial.

Para saber mais sobre o evento, confira o nosso Guia do Champions 2021.

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Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT. Experiência em portais como Globo Esporte e passagem em times de esports.