Criador de conteúdo comentou sobre como a duração do Capítulo 2 atrapalhou a comunidade.

O genêro battle royale é uma febre indiscutível no mundo dos games. No Brasil, essa realidade é reforçada quando se olha o sucesso retumbante de jogos como Free Fire e Fortnite. Entretanto, se o primeiro decolou em todas as frentes, tanto no quesito diversão, quanto competição, o jogo da Epic Games ainda não se estabeleceu como uma referência de esporte eletrônico.

O Esports GG Brasil teve a oportunidade de conversar com João “FlakesPower”, um dos maiores nomes do Fortnite no país, que falou sobre a fase que o game vivia, antes da chegada do Capítulo 3, bem como sobre a perspectiva de um futuro no cenário competitivo do Fortnite.

Flakes pedia por mudança

Logo de cara, quando perguntado sobre o novo capítulo, Flakes comenta sobre a fase difícil que o jogo viveu em 2021. Isso porque o Fortnite recebeu o Capítulo 2 em 2019 e se manteve nele até o final deste ano, quando, finalmente, o Capítulo 3 chegou à ilha. Aliás, o influenciador ainda pontuou que a falta de novidades no jogo ocasionou no maior período de tempo sem postagens no seu canal do YouTube.

O jogo não estava numa fase muito boa, pra galera que cria conteúdo. O público estava meio cansado. Então estava todo mundo com muita ansiedade para ver o que chegaria no novo capítulo

Foto: Divulgação

Além disso, com a pandemia, as pessoas passaram a ficar muito mais tempo em casa, possuindo mais horas para jogar o game. Neste cenário, Flakes também enxergou que a Epic criou um problema que ele mesmo não faz ideia de como solucionar: um meta imutável e dominado por muitos, o que acaba afastando novos jogadores.

“O jogo criou um problema de longo prazo quando criaram o Modo Criativo. Porque eles criaram um ambiente controlado que dá para as pessoas a oportunidade de treinar a construção. Então o cara que tem muito tempo livre para jogar fica o dia inteiro treinando e aí é impossível o jogador casual bater de frente. Toda partida que você jogava de Fortnite, parecia que você tava no campeonato valendo milhões de dólares”, comentou Flakes sobre o meta de construção.

Assim, o influenciador viu com bons olhos a chegada de um novo Capítulo que trouxe diversas mudanças, dando um ar de refresco no jogo. “Eles mandaram muito bem em trocar as armas do jogo. Eles não aproveitaram nenhuma arma do capítulo passado. Então é uma experiência nova de jogar Fortnite. Tem muita coisa nova legal nesta temporada”, analisa.

Cenário competitivo pouco atrativo para organizações

A verdade é que Fortnite faz muito sucesso com a comunidade, mas ainda não embalou enquanto modalidade competitiva. Flakes acredita que o formato trabalhado pela Epic Games é o motivo de não existir muitas organizações envolvidas com Fortnite.

“A forma como o Fortnite trabalha o competitivo é diferente de como todos os outros trabalham. Porque ele é aberto e todo mundo pode jogar, então não tem incentivo para as organizações entrarem”, reflete Flakes.

Entretanto, o Youtuber pontua que existem pontos positivos neste cenário. “Isso é bom porque abre portas para qualquer um que queira jogar. Se você quer tentar ser um pro player você não precisa de um contrato da organização. Não existe aquele conceito de panela” comenta, mas reflete sobre a consequência, “Só que em contrapartida, como não existe esse trabalho forte das organizações, o cenário acaba sendo pouco profissionalizado”.

Aliás, a parte dele para mobilizar o competitivo, Flakes faz. Isso porque ele é responsável pela Flakes Power Cup, um dos maiores torneios nacionais de Fortnite.

Próximos passos de Flakes

Flakes surgiu no Youtube como um criador de conteúdo de Clash Royale e, recentemente, publicou conteúdos em seu canal sobre o game. Isso aconteceu pelo cenário relatado por ele, de que o Fortnite passava por uma fase ruim para os criadores de conteúdo. Dessa forma, o Clash Royale surgiu como uma opção, além de ser uma volta às raízes.

Foto: Divulgação

Entretanto, o Fortnite conseguiu, segundo Flakes, trazer suspiros de novidade com o novo Capítulo, o que significa conteúdo para os criadores da área. Contudo, o Youtuber não descarta uma exploração maior de Clash Royale em suas páginas. Ele compartilha ainda que o TikTok pode ter tido influência na reaparição súbita do jogo.

“Hoje as pessoas estão tão acostumadas a consumir conteúdo rápido, que jogos que as partidas duram 15, 20 minutos, pararam de ser interessantes. Agora se você pega um Clash Royale, que as partidas duram dois minutos, três minutos, ‘pá’, tô na partida, ‘pá’ já acabou. Então acho que o TikTok influenciou na forma de consumir conteúdo”, analisou Flakes.

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