Atleta de VALORANT fala sobre a nova etapa da carreira, bem como o jogo em um geral

Após um início promissor na Portuguesa, Júlia “Jelly“, jogadora de VALORANT, deu um passo maior na carreira e veste a camisa da B4 Esports. Quando ainda era jogadora da Lusa, Jelly conversou com o Esports Brasil e falou sobre o sonho de evoluir cada vez mais no cenário. Agora, ela retorna para contar sobre esta nova etapa na sua carreira profissional, além das responsabilidades maiores.

Evolução de Jelly como pessoa e jogadora

Esports Brasil: Da nossa última conversa para hoje, muita coisa mudou. Porém, a mais marcante é sua ascensão no cenário competitivo de VALORANT. Você saiu da Lusa e agora está na B4 Esports. Como é, para você, enxergar todo esse crescimento?

Jelly: Para mim ainda é algo surreal, tive uma evolução muito grande e nítida como pessoa e player, tudo aconteceu até que bem rápido. Fico muito feliz comigo mesma e com o que conquistei e o quão rápido cheguei aqui.

Esports Brasil: Para alguém que conseguiu crescer no cenário feminino, existe algum caminho das pedras para quem quer seguir este caminho?

Jelly: Eu não sei ao certo se tem um caminho perfeito para crescer, mas o que sempre vai ajudar você a ser reconhecida é sempre jogar os campeonatos que você puder e sempre dar seu melhor, toda hora e todo dia. Esses pontos sempre vão ajudar você a ter uma recomendação de alguém.

Jelly e Krysme, as duas novas jogadoras da B4 Angels – Reprodução B4 Esports

O cenário feminino de VALORANT

Esports Brasil: O cenário feminino continua crescendo e ficando mais forte. Organizações estão voltando os seus olhos e novas jogadoras vêm aparecendo. Na sua percepção, qual o motivo para essa evolução? Qual o peso da Riot neste incentivo e qual o peso da comunidade?

Jelly: Esse ano tivemos vários novos tipos de campeonatos e times se formando por conta do Game Changers Academy e também o mundial/LAN. Com isso, várias jogadoras têm a oportunidade de brilhar e se mostrar. Muitas organizações também apareceram no cenário e deram oportunidades para bastante pessoas A comunidade também se expandiu bastante, por exemplo, houve várias jogadoras migrando de outros jogos para o VALORANT e, com isso, o cenário expandiu bastante.

Esports Brasil: Falando do Mundial, sabemos que o foco inicial é a classificação. Neste contexto, quais são os passos necessários para conseguir brilhar no Brasil e, quem sabe, lá fora?

Jelly: Acredito que adaptação vai ser um fator essencial lá fora, muitos estilos de jogos diferentes para se preparar, então poder se adaptar ao seu inimigo rapidamente lá fora vai ser um ponto muito forte. Isso também se aplica dentro do Brasil, há vários times que jogam completamente diferente aqui dentro e precisamos adaptar sempre.

Esports GG Brasil: Existe alguma equipe do Brasil ou lá fora, que você gosta de usar como estudo? Tanto no cenário feminino quanto no misto.

Jelly: A Cloud 9 White sempre foi um time que gostei de estudar lá fora. É um time que já joga há muito tempo então tem muitos pontos fortes, elas também dominam o cenário feminino no NA, sempre é bom aprender com os melhores.

VALORANT e o meta

Esports Brasil: Uma coisa que várias pessoas dizem sobre o Valorant, é que o jogo é uma caixa de surpresas. O meta muda o tempo todo e vocês devem sempre se adaptar. Qual a sua opinião neste assunto? O fato de mudar bastante é algo bom para saúde do jogo?

Jelly: Eu acho muito legal e bom para o jogo, ficar no mesmo meta não é uma boa coisa pois faz o jogo sempre ficar a mesma coisa, mudar esse meta é bom para os players e o público que assiste, por exemplo, no meta antigo sempre haveria uma Jett e uma Astra mas, hoje em dia você vai ver composições de times completamente diferentes disso, o jogo fica divertido para os espectadores e diferenciado para os players.

Esports Brasil: Ainda sobre as mudanças do jogo, o que você acha do meta atual, com a Fade em destaque e outros duelistas aparecendo. É o seu favorito? Qual foi o seu momento predileto do game?

Jelly: Acho que habilita os times mudarem seus estilos de jogo. Dá para jogar do jeito que quiser agora, com vários duelistas, sem duelistas. Dá para fazer funcionar qualquer coisa nesse meta de hoje e dá uma liberdade para os players em si jogarem do jeito que mais gostam e se sentem confortáveis.

Acompanhe o VCT Game Changers e o cenário feminino

O Game Changers teve a sua quarta etapa finalizada, consagrando a Team Liquid como campeã. Além disso, já foram definidas as oito equipes classificadas para a etapa final, que vai acontecer presencialmente, nos dias 2 a 9 de Julho.

  • Team Liquid BR
  • TBK Female
  • B4 Angels
  • Gamelanders Purple
  • Stars Horizon Vênus
  • ODDIK Bright
  • Cleiteam (ex TROPICAOS)
  • Maze e Amigas (ex Cruzeiro Esports)

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Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de Esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT.