Em entrevista coletiva, os jogadores da Omegha e Vivo Keyd falaram sobre o primeiro dia de finais do Wild Tour.

O Wild Tour chegou na sua etapa final e consagrou as três equipes classificadas para o Icons Global 2022. A Liberty, mesmo sendo derrotada, garantiu sua vaga na Fase de Entrada. Agora, Omegha E-sports e Vivo Keyd se enfrentam na disputa do título do Wild Tour 2022 e uma vaga direta para a Fase de Grupos do Icons. Em preparação, a Omegha e a Keyd conversaram com o Esports GG e deram os seus pareceres para essa Grande Final.

Pela Omegha, os jogadores Benignus (Selva), suitS (Meio) e Feex (Suporte) foram entrevistados, passando detalhes do seu jogo contra a Liberty. Por outro lado, na Vivo Keyd, Maynah (Suporte), Katrina (Meio) e bielz (coach), foram os entrevistados, acerca dos seus jogos contra a Miners.gg e Liberty.

Omegha e-Sports

Equipe da Omegha E-sports de Wild Rift – Reprodução: Wild Tour Brasil

Esports GG: Durante a série contra a Liberty, você fez um trabalho bem forte com o seu time. As suas escolhas na rota do meio, acabaram sendo quase como um segundo suporte, dando aquele buff ou escudo para a equipe. Inclusive, o seu trabalho com o Benignus foi algo bem marcante. É proposital esse seu estilo de jogo ou foi algo que serviu para essa série?

suitS: Nem um, nem outro. Foi mais uma ocasião da fase de escolhas mesmo. Nós gostamos de pegar alguns picks flexíveis, que acabam dando uma liberdade grande para o nosso trabalho, seja eu focando em carregar ou dar esse suporte para o time. 

Esports GG: O terceiro jogo foi bem complicado. A Liberty chegou com campeões confortáveis e, além disso, baniram muitas das suas escolhas. Acredita que isso foi o diferencial para esse jogo em específico?

suitS: Eles de fato foram para a zona de conforto deles. O Freaks teve a sua Irelia, que é um campeão que ele joga muito bem. Além disso, eles jogaram muito bem, a mecânica deles estava muito em dia. Houve momentos em que achávamos que iríamos ganhar a luta tranquilamente, mas eles iam lá e viravam. 

Esports GG: Hoje vimos dois jogos bem diferentes, por parte da Omegha. Nos dois primeiros, você foi o grande destaque. Onde você estava, o seu time seguia, fazendo um jogo bem controlado. Porém, no terceiro, você optou por jogar de Gragas, perdendo um pouco desse protagonismo. Como é o trabalho de mudar completamente a composição e o foco do jogo?

Benignus: É um trabalho bem forte nosso. Eu estava muito confiante de Gragas e o Aomine estava confiante de Lucian, então percebemos que poderia ser interessante mudar o nosso foco. 

Esports GG: Durante todos os jogos, vocês tiveram aquele segundo suporte na rota do meio. O suitS fez um papel bem importante, levando toda a equipe para frente. Isso mostra um trabalho em conjunto bem forte. Você acredita que isso pode ser considerado como a receita do sucesso dessa série contra a Liberty?

Benignus: Com toda certeza. Essa questão dele (suitS) jogar como um suporte mid, acaba ajudando em todas as lanes. Existe um sacrifício, porque você não tem tanto brilho, mas para o time, o resultado vem bem forte e é muito importante.

Esports GG: Os dois primeiros mapas foram extremamente marcantes para a Omegha. No primeiro vocês sofreram apenas um abate e no segundo saíram totalmente ilesos. Para você, qual foi o principal diferencial de vocês nessa série?

Feex: Acho que o diferencial, foi porque a gente já tinha decidido um estilo de jogo muito sólido e a gente respeitou ele. Em nenhum momento a gente saiu disso ou mudou de ideia no meio do jogo.

Esports GG: Durante o jogo, a torcida gritava Omegha a todo momento. Jogar em palco é importante, mas com uma torcida a favor, deve ser um diferencial absurdo. Mesmo perdendo algumas lutas, os gritos continuavam. Como isso impactou o seu jogo e o da equipe?

Feex: Acho que o apoio é sempre bom. A torcida dá um gás bem importante. A todo momento a gente comentava como a torcida gritava, mas a gente estava 100% focado no jogo. De fato a torcida é o sexto jogador. Se ela está ao seu favor, é um diferencial muito grande, esse apoio é algo único. 

Vivo Keyd

Vivo Keyd, após a vitória contra a Liberty – Reprodução: Wild Tour Brasil

Esports GG: Vocês tiveram uma jornada bem intensa nesse primeiro dia de Wild Tour. Foi uma MD3 e depois uma MD5, que teve todos os cinco mapas jogados. Como é essa preparação da equipe para lidar com o cansaço e toda a emoção, principalmente por se classificarem para o Icons 2022?

Katrina: Nós viemos para esse dia muito bem preparados. A gente sabia que a primeira série valia muita coisa, que era a vaga para o Icons, mas nós não poderíamos deixar de esquecer o porquê de estarmos aqui. É pelo título, pegar esse troféu. Nós tivemos uma brevíssima comemoração, porque já saímos e entramos focados para o jogo contra a Liberty. Além disso, já tem umas semanas que estamos treinando nosso cansaço, fazendo jogos das 11h da manhã até a noite, tudo para nos preparamos para essa sequência de jogos.

Esports GG: Vocês fizeram uma primeira série bem limpa contra a Miners. Porém, na segunda, contra a Liberty, foi outra história. Qual o resumo, na sua perspectiva, desta última série jogada? 

Katrina: No quarto jogo a gente acabou dando uma vacilada, naquela escolha deles (Liberty) de Seraphine. A gente já tinha sofrido na mão dela, no segundo jogo e acabamos sofrendo, novamente no segundo. Porém, no quinto jogo, repensamos as nossas táticas e conseguimos deixar ele do jeito que queríamos. 

Esports GG: Algo que é facilmente observável na Vivo Keyd, são as escolhas bem flexiveis e vastas. Nas demais equipes, a rota do dragão, acaba tendo campeões atiradores. Enquanto que vocês surpreendem bastante, apresentando escolhas bem peculiares, como o Ziggs, Morgana e Nasus. Isso é uma característica da equipe ou algo que é fruto de estratégia em cada jogo?

bielz: Então, nós percebemos que as equipes costumam ter um padrão fechado. Tanto a Omegha, como a Liberty, têm os seus padrões bem comuns. E a gente é bem flexível, sendo bem difícil banir campeões contra a gente. Todo jogo, a cada semana, estamos nos adaptando e mudando um pouco o nosso estilo. Aquele que melhor se preparar, pode ganhar da gente, o problema é que, para preparar contra nós, vai ser bem difícil. 

Esports GG: Essa adaptação e flexibilidade é algo bem forte na Vivo Keyd mesmo. A cada jogo, desde o primeiro mapa, contra a Miners, a equipe foi mudando. Porém, mesmo com essas mudanças, existem alguns protagonismos. O Maynah recebeu o destaque nos dois mapas, sendo uma peça extremamente importante para a vitória. Você concorda com essa afirmação?

bielz: Não tenha dúvida, eu vou falar sempre, toda vez que falar de VK, pode falar de Maynah. Ele é surreal, é um cara incrível, dentro e fora do jogo. É muito fácil trabalhar com ele, é algo extraordinário. Sempre estamos conversando sobre o jogo e o que podemos evoluir. Ele quer ser campeão. Ele é programado para ser campeão. Ele é muito bom.

Antonio “Maynah” Araújo, destaque das séries, contra a Miners e Liberty – Reprodução: Wild Tour Brasil

Esports GG: Em Março, nós, do Esports GG, conversamos com você e teve uma das perguntas sobre essa sua transição de funções. No League of Legends, você atuava como suporte, porém, na Só Agradece, você jogou de atirador e agora você volta como suporte, falando que se sentia mais confortável na função. Nos jogos de hoje, você garantiu os dois destaques da série. Isso serve para consolidar essa sua mudança? De fato, suporte é a sua função de maior destaque?

Maynah: Acho que suporte é a rota que mais combina com o meu estilo. Eu sou uma pessoa muito vocal, que gosta de se comunicar. E, de atirador, eu meio que sentia que estava preso no chão. Eu não tinha tanta liberdade e não conseguia fazer o impacto que eu tanto gosto de fazer. Como suporte, eu posso estudar muito o jogo, algo que eu gosto de fazer e trazer muita coisa para as nossas partidas. 

Esports GG: Sua flexibilidade no jogo é algo muito forte. Nas séries, você apresentou diferentes tipos de suporte, desde aqueles que entravam nas lutas, como o Gálio e o Gragas, até os magos, como a Sona, Rakan e Nami. Ao que se deve essa vasta gama de opções? Uma demanda do time ou um estilo seu?

Maynah: Por eu ter vindo do LOL, eu acabo tendo um conhecimento bem vasto dos campeões do jogo. Quando um novo personagem vai ser lançado no Wild Rift, eu já conheço ele, devido aos meus anos jogando profissionalmente League of Legends. Então, isso é uma característica minha, que acaba impactando o time positivamente. 

Esports GG: No ano passado, pela Só Agradece, vocês ficaram bem perto de se classificar para o mundial de Wild Rift (Horizon Cup). Agora, você se classifica para o Icons. Como é essa sensação para você? É uma realização pessoal?

Maynah: É uma grande realização pessoal, principalmente para que eu possa entender que eu sou capaz. Estou fazendo o certo, tenho capacidade e que as minhas crenças profissionais são as corretas. Então, traz uma sensação de realização muito grande, coisas que eu nunca consegui no LOL. Era o meu sonho ir para um MSI ou Worlds e nunca consegui, mas agora eu me classifiquei.


Agora a Vivo Keyd enfrenta a Omegha E-sports numa Grande Final melhor de sete mapas. A grande vencedora, além de garantir o troféu de campeão, leva para casa R$220 mil reais e a vaga na Fase de Grupos do Icons 2022.

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Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de Esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT.