Jogador falou sobre planos da VK para a modalidade e também sobre ter migrado do LoL para o Wild Rift.

O cenário competitivo de Wild Rift segue firme no Brasil, à medida que o Wild Tour BRse desenvolve. Em seu segundo ano, o circuito traz organizações de peso e diversos novos jogadores que buscam uma chance de representar o Brasil internacionalmente, mas também existem aqueles profissionais que vieram de outras modalidades.

Um destes casos é o de Antonio “Maynah” Araújo. Antes de entrar para o cenário de Wild Rift, o jogador atuou no cenário profissional de League of Legends, por equipes como INTZ e Vivo Keyd, nos anos de 2018 e 2019, respectivamente. Agora, o jogador busca seu lugar ao sol em outra modalidade, o Wild Rift.

E para saber dos desafios dessa nova etapa, o Esports GG Brasil conversou com Maynah. Confira como foi o papo.

Antonio “Maynah” Araújo, suporte da Vivo Keyd, de Wild Rift – Reprodução: Twitter

Esports GG: Para muitos, por ser uma adaptação de League of Legends para o mobile, Wild Rift é o mesmo que LoL. Como você, que jogou profissionalmente nos dois jogos, avalia essa afirmação?

Maynah: A maior diferença entre LoL e WR é o tempo que as coisas acontecem. Por WR ser muito mais rápido, algumas jogadas que são feitas no LoL em três waves, por exemplo, no WR precisam ser feitas em uma, duas. Além disso, os erros são muito mais punitivos, já que é muito fácil conseguir um snowball (efeito de acumular recurso em cima do oponente, chamado de ‘Efeito Bola de Neve’) no jogo.

Esports GG: Como foi tomar a decisão de abandonar o cenário de LoL e ir para o Wild Rift? Já imaginava a popularidade do cenário competitivo?

Maynah: A popularidade de jogos mobile foi algo que cresceu demais nos últimos anos e eu já estava de olho nesse cenário. Então, quando veio a oportunidade de migrar, eu vi que poderia ter muito mais espaço no WR do que eu tinha no LoL e usei essa chance pra tentar melhorar minha carreira em um ambiente mais propício para que eu conseguisse aparecer bem. 

Esports GG: O estilo de jogo do WR é bem acelerado, com partidas mais curtas, mas séries de melhor de 7 mapas. Os treinos profissionais são diferentes do LoL? Qual é o seu processo de preparação para jogar profissionalmente o WR?

Maynah: Para falar a verdade, a preparação dos treinos profissionais de WR são bem parecidos com o do LoL, mesmo com as diferenças no jogo. A metodologia se mantém a mesma, pois acreditamos que é a melhor forma de evoluir. Temos scrims (partidas treino, contra outros times profissionais) da mesma forma e review dos jogos da mesma forma.

Esports GG: Podemos considerar que, no ano passado, o cenário competitivo de Wild Rift foi experimental. Diversos campeonatos não-oficiais acontecendo e muita coisa sendo testada. Porém, o sucesso foi enorme. Muitas organizações voltaram os seus olhos para o jogo, principalmente aquelas que já investem no mobile. Como é para você, jogador profissional, enxergar o crescimento do jogo e a chegada de grandes organizações?

Maynah: Creio que o ano passado foi um bom ano para mostrar o jogo no Brasil e com um crescimento significativo. Porém, ainda acho que o grande “BOOM” do WR será após esse primeiro mundial, em junho. Acredito, também, que temos que levar em consideração a acessibilidade do jogo. Com o passar do tempo, os celulares melhores vão se barateando e dando a oportunidade de um novo nicho de jogadores adentrarem ao jogo.

Maynah, quando atuava pela Só Agradece – Reprodução: Só Agradece Esports

Esports GG: No ano passado, você fez parte da Só Agradece, que teve uma temporada fenomenal. Como é transferir esse conhecimento todo, para uma nova equipe?

Maynah: É algo natural pra mim, pois foi o mesmo processo que fiz na SA (Só Agradece) vindo do LoL de PC. Tenho sorte de ter um time muito inteligente e uma staff capacitada, que está dando todo conhecimento e suporte que precisamos para conseguir evoluir como time e buscar esse título no Wild Tour.

Esports GG: Quando competia no LoL, você fazia a função de suporte. Mas em seu período na Só Agradece, você atuou como atirador. Como está sendo para você voltar a ser suporte na Vivo Keyd?

Maynah: Suporte é sempre uma rota onde eu me sinto extremamente confortável e voltar a ser Suporte está sendo uma experiência fenomenal. Principalmente porque tem diversas situações que eu vivencio dentro do jogo que me lembram muito da minha época do LoL e eu consigo achar soluções com muito mais facilidade.

Toda equipe da Vivo Keyd 2022, no Wild Rift – Reprodução: Twitter

Esports GG: O que podemos esperar da Vivo Keyd no Wild Tour 2022?

Maynah: Podem ter certeza que estamos pensando não só em ganhar no Brasil, mas em fazer história internacionalmente. Então, treinamos um estilo de jogo que vai ser forte, tanto aqui quanto lá fora, e é só questão de tempo até encaixarmos perfeitamente como time e surpreender todo mundo.


O Wild Tour acontece as sextas e sábados, com transmissões nos canais oficiais da Riot Games na TwitchTikTokNimo e YouTube.

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Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de Esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT.