Empresário falou sobre jornada no Wild Rift e comentou sobre planos para o futuro da organização nos esports

Depois de conquistar o Wild Tour e garantir presença em Singapura para disputa do mundial de Wild Rift, a Omegha E-sports está nos holofotes do cenário competitivo do mobile da Riot Games. Num evento épico, com uma torcida incrível e em uma final com direito a sete mapas, a equipe foi campeã e já escreveu seu nome na história do Wild Rift brasileiro. Para entender um pouco mais sobre essa organização, o Esports Brasil conversou com Vinicius Reis, CEO da Omegha.

Vinicius contou sobre a história da organização, a experiência de ganhar o Wild Tour e até deu alguns spoilers para o futuro da organização novata.

O surgimento da Omegha

Equipe da Omegha E-sports, com o Vinicius, CEO da org, ao meio – Reprodução: Twitter

Assim como vários envolvidos nos esportes eletrônicos, a história da Omegha começa com fãs de videogames. Os dois fundadores uniram suas diferentes paixões para dar o pontapé inicial da organização campeã brasileira.

“A organização nasceu da união de dois sonhos, um dos sócios fundadores é colecionador de videogames, apaixonado pela história e da forma que isto movimenta o mundo, do outro lado alguém vidrado em competições de MOBA, que participava de todo campeonato que surgia. Decidimos entrar estudar o cenário atual e mergulhar de cabeça no competitivo, com o objetivo claro de fazer nossa própria história dentro do universo de jogos“, comenta Vinicius.

O CEO também comenta sobre o papel da Riot Games no sucesso do Wild Rift. Segundo ele, fica claro a vontade da desenvolvedora em crescer cada vez mais o nível competitivo, mesmo com o mobile sendo algo novo para eles, o que acaba tornando a relação benéfica para os dois lados.

É notável que a Riot quer elevar o patamar competitivo de Wild Rift, estar desde o início é maravilhoso, pois mesmo com o tamanho da Riot é algo novo à eles, poderíamos dizer que estamos crescendo juntos“, analisa.

Título nacional e busca pelo mundial

Troféu do Wild Tour 2022, que aconteceu em Belo Horizonte – Reprodução: Wild Tour Brasil

Com uma final presencial e com direito à torcida, a Omegha acabou ganhando a notoriedade merecida após o título do Wild Tour. Entretanto, para Vinicius, o troféu significa mais para o time, uma vez que marca toda a jornada da Omegha durante o torneio.

“Para nós o troféu é um lembrete de nossa trajetória. Nós não resumimos o resultado apenas pelo desempenho no Split, mas sim de todo o trabalho que fizemos desde a formação do time. Tão importante quanto, foi poder ver a emoção da torcida, a paixão que eles demonstraram fora do palco, para nós que é surreal a confiança depositada na organização”, aponta um CEO feliz.

Vinicius também comentou sobre a presença da Omegha no Icons, o mundial de Wild Rift. Por ter sido campeã nacional, a equipe já chega na fase de playoffs. Apesar da boa fase, o CEO acredita que o time precisa resetar antes do torneio.

“Acredito que para todos os times que disputaram, esta era a principal meta (chegar no Icons). Estamos muito felizes em representar o Brasil no Icons, porém, usando as palavras do nosso coach Wonder:’Vamos resetar’. Isto normalmente é usado no meio de uma partida, seja ganhando de 2×0 ou perdendo de 3×1, fingimos que está 0x0 tudo começa ali. Assim será com qualquer campeonato que formos disputar, vitórias ou derrotas passadas não representam absolutamente nada no futuro, devemos manter o foco e dedicação de quando apenas sonhávamos em estar jogando competitivamente”, refletiu.

Ainda comentando sobre o Icons, Vinicius acredita no potencial da sua equipe, mas reconhece que será uma jornada complicada. Além disso, ele aponta que os outros times brasileiros no campeonato podem surpreender.

“Não posso mentir, não será um campeonato fácil, todos ali são campeões que almejam o título do ICONS, nosso trabalho do dia a dia está sendo feito e iremos dar nosso melhor para representar o Brasil lá fora. Tanto a Liberty quanto a VK demonstraram muita garra durante o Split, então acredito que todos os times possuem potencial para ter um bom desempenho. Se você analisar o jogo dos times brasileiros deste ano com o ano passado, notará uma tremenda evolução”, analisou.

Jogadores da Omegha E-sports, depois de ganhar o Wild Tour 2022 – Reprodução: Wild Tour Brasil

A Omegha além do Wild Rift

Após o sucesso da organização em sua primeira modalidade disputada competitivamente, a dúvida que fica é se a Omegha pretende se expandir no cenário de esportes eletrônicos. Vinicius responde positivamente a este questionamento, mas não promete datas.

“Temos como objetivo ser uma organização bem competitiva, que almeja sempre estar no pódio, acreditamos que esta oportunidade de disputar com grandes times no mundial, nos trará muita experiência e maturidade para próximos Splits. Não irei datar, mas posso garantir que estaremos em outros jogos sim“, finaliza.


O Icons começa no dia 14 de Junho, em Singapura, e o Brasil terá três representantes no evento. Além da Omegha, que está classificada para os playoffs, a Vivo Keyd e Liberty estarão presentes e começam sua jornada na fase play-in.

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Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de Esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT.