O Esports Brasil conversou com o suporte sobre a campanha do seu time no mundial de Wild Rift

A Liberty fez sua estreia na fase de grupos do Icons Global Championship 2022 nesta quarta-feira (22). Mesmo com um bom começo na série contra a KT Rolster Y, os brasileiros não conseguiram sair com a vitória e perderam pelo placar de 2×1 em MD3, mas ainda seguem vivos na competição. O Esports Brasil conversou com Gabriel “ManoFrizer” Oliveira, suporte da Liberty, sobre o jogo e o campeonato de forma geral.

Classificação para fase de grupos do Icons é realização para ManoFrizer

A Liberty se classificou para a fase de grupos depois de vencer a Sentinels nos Play-ins, um dos times representantes da América do Norte, tanto na chave superior quanto na chave inferior. ManoFrizer disse que ficou realizado depois do feito, mas que a meta agora é passar da fase de grupos.

“Foi uma realização, mas era uma meta que a gente já estava traçando, de no mínimo passar da fase de grupos também. Eu não sei se isso vai ser possível, mas a gente não considerava ficar nos play-ins de maneira nenhuma. A gente tinha consciência que tínhamos total capacidade para passar dos play-ins tranquilamente, independente de quais fossem os adversários. Acho que a gente estava bem preparado para isso. Fizemos uma campanha muito boa, fomos a única região do Ocidente que passou dos play-ins.”

Liberty mostrou bom jogo contra Rolster Y, mas não saiu com vitória

ManoFrizer no palco do Icons 2022 – Foto: Aiksoon Lee/Riot Games

No jogo de hoje, a Liberty abriu a MD3 com vitória, mas depois sofreu a virada dos coreanos. O jogador exalta os bons momentos do seu time no confronto, mas também pontua os erros que impediram o triunfo na série. 

“Foi uma série bem complicada pra gente, apesar de nós termos jogado melhor que eles nos três jogos em questão de macro. Porém, demos algumas bobeadas que fizeram com que eles conseguissem levar o segundo e o terceiro jogo. Eu acho que se a gente não tivesse dado tantas kills para o Draven no segundo jogo e se não estivéssemos correndo tanto atrás das jogadas que eles estavam fazendo, teria sido uma partida muito diferente.

No terceiro jogo nós tínhamos a bola no pé, era só encaixar e fazer o gol. Estávamos tomando decisões muito boas, mas tivemos algumas falhas e eles cobraram.”

Próximo jogo contra Immortals

Time da Immortals no Icons 2022 – Foto: Aiksoon Lee/Riot Games

No momento da entrevista, o próximo adversário da Liberty ainda não estava definido, mas tudo indicava que seriam os norte-americanos da Immortals, o que se confirmou posteriormente depois deles perderam para a JDG. Mano Frizer falou sobre o que é possível esperar deste próximo confronto no Icons. 

“Eu acho que a Immortals provavelmente vai ser o time que iremos enfrentar na lower, porque a China está soberana por enquanto no Icons. Eles são jogadores individualmente muito bons. Não vai ser um confronto nada fácil. A gente vai começar a estudá-los hoje.”

Segundo ManoFrizer, brasileiros não estão tão atrás em mecânica

ManoFrizer no palco do Icons 2022 – Foto: Aiksoon Lee/Riot Games

ManoFrizer é um dos grandes destaques da Liberty, muito por conta de todo impacto que ele exerce no jogo como suporte. Ao ser perguntado sobre o que ele achava dos outros jogadores da mesma função no Icons, ele diz que não vê os jogadores brasileiros muito atrás em termos de mecânica. 

“Falando de maneira geral, não só de suportes, mas comparando com China, SEA, Coreia, que são as regiões que acho mais fortes atualmente. Eu acho que eles não são tão melhores mecanicamente do que a gente, não existe aquele gap mecânico absurdo. Tem alguns jogadores que são muito bons, mas não existe uma diferença de mecânica tão grande. Na posição de suporte em si, tem vários muito bons.

Eu inclusive aprendi muito nas scrins, evoluí bastante jogando com os times daqui. E é sobre como impactar o mapa, isso os suportes da China, SEA, Coreia fazem muito bem. E é uma coisa que os suportes do Brasil não sabiam fazer muito bem. Então vir para cá está sendo uma experiência muito boa e eu acho que estou conseguindo evoluir bastante.”

Título mundial do Brasil não deve vir neste campeonato

Mesmo achando que os brasileiros não devem muito em mecânica, ManoFrizer não pensa o mesmo sobre a parte de macro (decisões estratégicas de jogo). Por isso, ele não acha que o Brasil consegue ser campeão mundial neste campeonato.

“Sendo bem sincero, eu acredito que ainda não (iremos ser campeões mundiais). Eu acredito que estamos um pouco atrasados em questão de macro. Porque se você for ver esses times da China, eles punem muito bem e jogam muito bem o começo de jogo. Se você der uma bobeira, se você der um reset errado, se você wardar errado, eles vão te cobrar e punir e só vão te engolir dentro de jogo. Então acho que estamos um pouco atrás ainda, mas acho que vamos conseguir chegar bem longe. Tanto nós quanto a Omegha, temos chance de chegar bem longe no campeonato.”

Ao final, ManoFrizer diz que a Liberty irá buscar a classificação, agora na chave inferior. “Agora estamos na lower, não tem mais o que fazer. É literalmente um jogo por vez, uma vitória por vez. Vamos dar nosso melhor sempre, para a gente continuar honrando o Brasil e fazer com que nossa liga continue evoluindo e continue se mantendo em um nível bom.”

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João Vitor Costa -

João Vitor Costa

| Twitter: @Nenaojao

Estudante de jornalismo. Começou recentemente na cobertura de esports e é especializado em League of Legends. Também se aventura no Wild Rift, Valorant e Legends of Runeterra.