O atirador da LOUD conversou com a imprensa no último final de semana de CBLOL.

No último final de semana, foram realizados os jogos da terceira semana do primeiro split do CBLOL 2022. No sábado a LOUD venceu a INTZ de forma bastante convincente e organizada, mas no domingo acabaram sendo derrotados pela KaBuM!. Neste split, a Tropa do L veio reforçada com dois grandes nomes do cenário: Leonardo “Robo” Souza e Thiago “Tinowns” Sartori.

Os últimos resultados do time mostraram que o time ainda está passando por adaptações em termos de entrosamento e definição de estilo de jogo. O atirador da LOUD Igor “DudsTheBoy” Homem deu sua avaliação sobre os altos e baixos da equipe

DudsTheBoy: “Para mim, a gente ainda é um time muito novo. A gente demorou muito para treinar por vários problemas, então nós não temos nem 25 dias de time, eu acho. A gente focou muito em treinar o early game, que estava sendo ruim nas primeiras semanas de CBLOL. Acho que a gente melhorou bastante, acho que hoje e ontem (domingo e sábado) nós tivemos um early game bem melhor do que nas semanas passadas. Nós estamos focando nesse aprendizado, nessa melhora do time em pequenas matérias. Por exemplo, no early game e depois a gente vai voltar a trabalhar nosso mid game. 

Mas eu acho que a gente está melhorando, sim. Esse 3/3 não era o esperado, mas nem tudo são flores. Acho que nosso time não estava preparado. Nós temos visões de jogo muito diferentes e a gente precisa se tornar um time primeiro. Mas eu tô bem tranquilo, não estou desesperado. Acho que se a gente tivesse lutado diferente no jogo teríamos ganhado. Não vejo um bicho de sete cabeças nas próximas semanas, acho que é só nosso aprendizado mesmo. A gente tem que manter o pé no chão e saber que o processo é longo, mas é foco no processo.”

A torcida da LOUD é com certeza uma das maiores dos esports no Brasil. Eles são extremamente vocais na hora de apoiar seu time, mas também são bastante duros na hora de cobrar. DudsTheBoy diz que já está habituado ao hype e já sabe lidar bem com os fãs.

DudsTheBoy: “Acho que isso nunca foi problema, acho que o hype foi muito mais impactante quando a LOUD entrou ano passado. Acho que agora é um hype que eu já acostumei, a gente sempre está sendo foco das mídias, das notícias. Já é o costume, já é o esperado, não me afeta. Acho que quando você está na LOUD, acho que o início e a entrada são impactantes, mas depois vocês tem que se acostumar com o peso da torcida, o peso do nome LOUD. Então não me afeta, sinto que é bem tranquilo. Sinto que nosso time é muito forte, mas o hype da torcida e a expectativa de todos não me afeta mais.”

No último fim de semana, também vimos a primeira aparição de Zeri, a nova campeã do League of Legends, no CBLOL. A KaBuM! escolheu utilizar a campeã contra a LOUD e saiu com a vitória. DudsTheBoy deu sua avaliação sobre a personagem e também comentou seu papel dentro de sua equipe.

DudsTheBoy: “A gente já estava bem ciente que Zeri era um boneco problemático, mas eu sinto que o pessoal ainda não entendeu ela 100%, acho que dá para lidar. Eu acho adcarry, normalmente, não é tão quebrado como as outras roles. Não sinto que o boneco vai destruir o early game. É óbvio que, como neste jogo, a Zeri estava muito fraca, mas ela chegou na fight e começou a fazer muita coisa que um boneco normal não faria, mas é porque um boneco quando é recém lançado sempre é broken. E a gente não tinha muito como lidar com ela no draft, a gente aceitou que eles iriam jogar e acreditou que sabia responder. Acho que ficou de boa, acredito que a gente ficou muito mais forte do que ela, mas realmente o mid game é um problema, mas tivemos que lidar, não tinha o que fazer. 

Sobre ser uma peça fundamental, eu não acredito muito nisso, eu acho que eu só sou o adcarry. Acho que é mais fácil o ad carry pegar recurso e carregar, acho que essa é a função da role. Então, meio que nosso time está jogando o certo, que é deixar o ad carry ficar forte. Eu acho que eu estou tendo um desempenho legal no CBLOL. Não acho que seja nada mais, acho que outros adcarrys estão jogando muito bem também. Eu fico feliz que eu estou tendo um desempenho legal e que meu time está confiando em mim. Mas eu queria ter ganhado hoje para provar que eu sou um ad carry que absorve recurso e transfere para o jogo.”

DudsTheBoy também falou sobre o histórico da LOUD de ter começos irregulares no CBLOL.

DudsTheBoy: “Eu não tenho uma explicação para isso, eu realmente não sei. Mas vendo meu histórico no CBLOL, eu nunca fui de um time dominante. Acho que o único time assim foi a KaBuM! de 2019, onde a gente realmente ganhava vários jogos. Mas eu sinto que isso meio que não importa, porque já vimos muitas vezes times, principalmente o Flamengo, dominar a fase de grupos e perder depois. 

Eu sinto que isso não é alarmante, acho que realmente é o processo. E o processo a gente vê lá para o final, para os playoffs, eu acho que você não consegue ver o processo de um time nas cinco primeiras rodadas. Porque o patch vai mudar, os times vão mudar, os jeitos de jogar vão mudar, o jeito de responder os times vão mudar. Então, isso não me preocupa nem um pouco. Talvez eu e o Ceos, que somos a base do time e ficamos nos três splits da LOUD, talvez não sejamos jogadores de fase de pontos. Talvez a gente jogue melhor nos playoffs. Acho que é isso, não me preocupa e não ligo de não ser o time que está sempre em primeiro. Eu realmente ligo de ser o time forte no playoff.”

Nos últimos anos, o CBLOL viu figuras icônicas do cenário se aposentar da profissão de jogador profissional como Kami, Takeshi e Mylon. Isso deixa em aberto espaços para novas personalidades assumirem esse posto. Quando perguntado se ele queria ser uma dessas referências, DudsTheBoy diz que gostaria, mas que isso vem como consequência.

DudsTheBoy: “Meu foco nunca foi ser a referência do cenário, mas acho que seria muito gratificante ser referência para novos jogadores, novos atiradores. Mas eu nunca pensei muito nisso, eu nunca forcei algo, não trabalho a minha imagem por causa disso. Mas eu realmente quero ter uma imagem para eu poder trabalhar quando eu me aposentar como jogador. Porque eu acho que vida de jogador não é eterna, não vai durar 15 anos. E acho que trabalhar imagem quando eu sou jogador, quando eu estou disputando título, acho que é algo interessante. 

Eu acho que ser referência ou não, é só uma consequência. Acho que pode vir a acontecer, pode não vir a acontecer. Não acho que eu tenha muito controle sobre isso, acho que se eu tentasse forçar, as pessoas não iriam aceitar tão fácil. Eu acho que quem é referência e quem foi referência nunca pensou nisso como uma meta. Acho que aconteceu, o público escolhe isso. Mas é isso, eu realmente gosto de trabalhar minha imagem, eu gosto de aparecer, eu gosto de falar. E se isso for traçar meu caminho para ser referência, eu fico feliz, mas nunca foi meu foco.”

O CBLOL volta a ser disputado no próxima quinta-feira (10) a partir das 17h. A transmissão acontecerá nos principais canais oficiais do CBLOL na Twitch, Youtube e Nimo TV.

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João Vitor Costa -

João Vitor Costa

| Twitter: @Nenaojao

Estudante de jornalismo. Começou recentemente na cobertura de esports e é especializado em League of Legends. Também se aventura no Wild Rift, Valorant e Legends of Runeterra.