O mid-laner da Red Canids conversou com a imprensa após bater a Vorax Liberty e garantir vaga na final do CBLOL.

No último final de semana, a Red Canids venceu a MD5 contra a Vorax Liberty nas semifinais do CBLOL. Depois de bater o Flamengo nas quartas de finais, a Matilha chegou muito mais bem cotada para o confronto contra os Vorazes, time que foi um dos finalistas da etapa passada e que era muito elogiado por suas diversas qualidades. No fim das contas, a Matilha se mostrou superior e bateu a Vorax pelo placar de 3×1. A grande final do CBLOL acontecerá no dia 4 de setembro, a ocasião marcará o confronto entre Red Canids e Rensga na disputa pelo título brasileiro e uma vaga no Mundial.

Durante as coletivas de imprensa, Daniel “Grevthar” Xavier falou sobre sua entrada no time principal, comentou sobre suas expectativas para a final e também falou sobre a sua trajetória como jogador.

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Nesse split, os times com mais nomes de peso acabaram eliminados, já as equipes que apostaram na sua base chegaram mais longe. Você acha que isso mostra que o cenário ainda tem muito a evoluir?   

Grevthar: Acho que quando você vai formular uma equipe (o importante), muito mais que nomes, é como os componentes dentro da equipe vão evoluir e se complementar, sabe. Uma parada que desde da época do tier 3 dava muito certo, o Aegis fazia uma função e eu cobria o que ele não fazia. Então, quando você tem jogadores assim fica muito mais fácil de trabalhar, e a coisa principal que tem que ter é vontade. 

Eu acho que quando a galera brinca da gente ser criança, essa brincadeira de Creche Canids e tudo mais. Eu acho que não é mais verdade, na realidade. A gente não é mais imaturo nem nada, jogar uma semifinal de peso assim mostrou muito isso. Mas, eu acho que a maior arma que a gente tem é a garra. Acho que todo mundo aqui tem garra, vontade e a gente nunca ganhou nada. A gente quer ganhar, a gente vai dar nossa vida todos os dias em prol disso.

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O quão importante é para você chegar nessa final do CBLOL representando a Matilha na disputa pelo título e pela vaga no Mundial?

Grevthar: Quando a Red Canids ganhou em 2017, eu tava lá assistindo. Eu era um mero telespectador, e eu vendo aquela cena, vendo os caras jogando o jogo que eu amo; eu ainda cursava engenharia naquela época mas eu fui perdendo o brilho por engenharia e (ganhando) a paixão por jogar. Quando eu vi eles jogando na minha frente eu percebi: é isso que eu quero, é isso que eu preciso. Eu quero muito jogar, eu quero muito competir. E estar aqui, na mesma Red só que na situação que eu sou o jogador, não tem coisa melhor.

Vocês chegaram nos playoffs estigmatizados pelos erros ao longo do split e agora chegam na final depois de eliminar dois times cotados ao título. O que você sente sobre isso?

Grevthar: Eu não gosto de pensar na gente como favorito, se tinha ou não, tanto é que todas as equipes favoritas perderam. Quando a gente chegar nessa final, eu prefiro até ser o underdog. Eu enxergo assim, eu não boto nenhum peso em mim ou na Rensga.

A Red fez uma série dominante em cima do Flamengo e nesta semifinal vocês também tiveram momentos de dominância contra a Vorax. Como estava a confiança do time para essa série?

Grevthar: A gente sabia dos nossos problemas em treino, a gente tava trabalhando muito bem em cima disso. Sinceramente, eu estava bastante confiante, eu estou bastante confiante pra jogar contra qualquer equipe com essa equipe que eu tenho, porque eu confio muito em todo mundo. Eu acho todo mundo muito bom mecanicamente, todo mundo tá tendo um entendimento de mapa muito bom. 

E eu acho que a gente tem a coisa mais importante de qualquer equipe, eu acho que quando a gente está na mesma página a gente é muito imparável. Por isso que a gente deu 31-3 contra o Flamengo, deu 14-0 contra a Vorax hoje. Se a gente continuar nessa mesma página e não der brecha para o time inimigo, não tem o que eles fazer.

Você entrou no time principal já nos playoffs e venceu dois times que eram melhores cotados do que a Red Canids. O que você pode dizer sobre a sua entrada no time e a mudança que você está causando dentro da Red?

Grevthar: Eu acho que a minha entrada em si não teve tanto problema. Vocês já devem ter escutado que eu já jogava com o Aegis, que eu já joguei com o Titan, eu sou muito próximo do Guigo desde que ele tinha 16 anos. Então, a gente sempre teve uma sinergia muito boa, o Jojo também é um jogador muito bom e fácil de trabalhar. 

Então, eu não tive problemas por conta disso, e eu também me vejo um jogador que não tem um estilo de jogo só. Eu me vejo um jogador que vai fazer o que a equipe precisar, e eu vou fazer para qualquer equipe. E essa aqui, eu senti que eles tinham uma falta dessa comunicação, dessa organização, e eu fui para cumprir ela. Mas, quando eu precisar chamar a responsabilidade, como no jogo de hoje de Irelia ou o que quer que seja, eu vou estar lá para isso. Eu acho que a minha adaptabilidade ao time foi muito fácil por conta do meu estilo de jogo.

Vocês vão disputar a grande final do CBLOL no Rio de Janeiro. Como está a expectativa para você?

Grevthar: O momento é sempre de pé no chão, a parada que meus pais me falam todos os dias é ser humilde. Ser pé no chão antes de entrar, mostrar esse tipo de humildade para os meus companheiros de equipe, não afobar. É uma parada que eu vou levar para o resto da minha vida, com certeza. Não importa se eu tô 1×0 na série, se eu tô 2×0, se eu tô tomando 2×1, se eu tô tomando 2×2. É manter o foco, pés no chão, que dá pra virar.

Tanto a Red Canids quanto a Rensga estavam disputando o Circuito Desafiante ano passado e alguns jogadores que estiveram nos dois times naquela época estão nesta final. Como está sendo a experiência de encarar isso tudo? 

Grevthar: Eu acho que eu não poderia pedir uma final mais incrível. Eu e o Trigo (atirador da Rensga) começamos a ganhar na nossa carreira juntos, porque na época era tier 3 na Red Academy, era o Circuitinho. E eu e o Trigo ganhamos juntos, eu, ele e o Aegis. Então, a gente é da primeira Red Academy, é engraçado que tem três membros dela de novo aqui. Eu não poderia pedir uma final melhor e eu tô muito ansioso para jogar contra ele (Trigo).

Red Canids e Rensga irão disputar a grande final do CBLOL no Rio de Janeiro, dia 4 de setembro. Você pode acompanhar as transmissões pelos canais oficiais do CBLOL no YouTube, Twitch e Nimo TV.

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*Matéria realizada em colaboração com João Vitor Costa

Bruno Martins -

Bruno Martins

| Twitter: @yo_brunoM

Jornalista. Na cobertura de esports desde 2018 e especializado em jogos de FPS como CS:GO e Rainbow Six.