Top-laner da LOUD, Tay falou sobre a sua melhora de performance nesta semana, também comentou sobre jogar fora do país e suas mudanças de posição ao longo da carreira.

No último fim de semana (26 e 27) de disputa do CBLOL, a LOUD saiu com duas vitórias depois de três derrotas seguidas para KaBuM!, paiN e Vorax. A equipe enfrentou a FURIA e a Rensga, times que se encontram em posição delicada na tabela. A Tropinha está na sexta colocação, mas tem o mesmo número de vitórias e derrotas da Red Canids e da KaBuM!, que agora ocupam quarto e quinto lugar, respectivamente.

Depois dos bons resultados da LOUD nas últimas duas rodadas, Rodrigo “Tay” Panisa falou sobre a sua melhora individual durante as coletivas. Ele ainda comentou sobre jogar em times estrangeiros e detalhou sobre como foi as passagens por outras posições ao longo da carreira.

Tay fala da atuação na LOUD contra a Rensga

Você tinha falado há um tempo atrás que não estava performando bem individualmente e que não estava fazendo um bom começo de split. No jogo contra a Rensga, você fez uma boa atuação. Como você se sente agora?

Tay: Eu acho que eu tive uma boa melhora essa semana. Obviamente que vem também do meu esforço, mas acho que eu posso dedicar essa melhora ao Juc e o Bells, que são os dois coachs aqui da LOUD, que me ajudaram muito essa semana em questão de como eu posso evoluir, como eu posso melhorar. Então, eu acho que essa semana eu joguei melhor e tive uma boa evolução. Ainda acredito que eu tenho muito chão para percorrer: eu acho que posso chegar em níveis mais altos, até mesmo mais altos do que quando eu fui campeão. Acho que foi uma melhora e um passo dado na direção correta. Mas, acho que ainda tem bastante coisa para se esforçar, se dedicar e melhorar ainda.

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Tay fala sobre jogar fora do Brasil

Antes de jogar da LOUD, você mudou de posição várias vezes durante sua carreira, e isso demonstra que você está sempre disposto a aprender e a se reinventar. É possível perceber que essas características não são tão presentes no cenário brasileiro, o que dificulta a possibilidade de times grandes de fora contratarem jogadores brasileiros. Levando tudo isso em conta: 1) Você tem o sonho de jogar fora do brasil? 2) Você se sente remando contra a maré no cenário brasileiro? 

Tay: Em questão de jogar lá fora, eu não vou dizer que eu sonho com isso. Provavelmente, eu vou tomar a melhor decisão para mim, em inúmeras questões. Em questão de competitividade, remuneração, eu acho que são várias coisas que se atribui a isso. Eu acho, por exemplo, que não adianta nada eu receber uma proposta para jogar lá fora de um time fraco, em que eu só perca ou não tenha muita exposição, que eu não tenha a chance de jogar o mundial. Vamos supor que seja um academy da LCS, sendo que o foco principal de qualquer jogador de LoL é ir para o Mundial, que sempre vai ser o campeonato mais importante.

Por mais que o Brasil não tenha desempenhos tão bons, o sonho é sempre jogar bem no Mundial. Então, eu não vou dizer que eu tenho o sonho, para mim se eu posso dizer um sonho seria jogar muito bem, internacionalmente falando. Chegar bem longe, uma fase grupos, quartas de finais etc. Independente do lugar que eu esteja. 

E a questão de remar contra a maré, eu não posso te dizer com certeza porque eu não penso muito nos outros. Eu acho que sim, que eu tenha algumas características diferentes, que eu sempre me dediquei bastante, que eu não me importo de jogar outras roles, coisas assim. Mas não sei, eu não passei por muitos times na minha carreira, eu não conheci tantos jogadores assim. Eu não consigo te dizer com certeza se eu remo contra a maré, se realmente tem esse tipo de pessoa. Porque eu vi pouquíssimas pessoas assim, que não tem vontade de vencer, as vezes pode ser outros problemas. Então, eu não consigo te dizer com certeza.

Sobre as diversas mudanças de lane

Essas mudanças de lane foram coisas que você quis fazer ou necessidades que surgiram?

Tay: Cara, depende bastante de várias situações. Eu comecei Mid porque era a lane que eu mais gostava de início. 

Quando eu virei AD, primeiramente, foi mais por questão de oportunidade, porque eu tinha acabado de ser rebaixado e a paiN fez a proposta. Na época, eles eram um time muito visado e ainda são. É um excelente time, uma ótima organização. Então, eu vi mais como uma oportunidade para poder aprender, porque a proposta foi feita para ser AD. Então, eu meio que usei isso para poder aprender com pessoas melhores.

Quando eu virei Jungle, eu acho que foi a única vez que eu mudei por conta própria, porque eu estava de reserva, eu não estava jogando tão bem de AD e particularmente não me considerava tão bom. Então, eu tinha esse tempo para poder aprender, já que na época não tinha academy e eu não estava jogando CBLOL, eu tive muito tempo para jogar solo queue jungle. 

E quando eu virei Top, inicialmente não queria, porque era a pior role que eu jogava disparado. Mas, basicamente surgiu a proposta da INTZ para virar Top na época. Ou eu me mantinha na paiN como reserva ou eu ia para INTZ como Top. Então, eu meio que abracei isso aí, porque como eu disse, eu acho que o sonho de qualquer jogador é jogar, então é muito mais interessante para mim aprender uma role nova do que estar parado no banco, então eu mudei de role e acabou que eu estou aí até hoje.

Na próxima semana, a LOUD enfrentará o Flamengo no sábado e a Red Canids no domingo. Você pode acompanhar as transmissões pelos canais oficiais do CBLOL no YouTube, Twitch e Nimo TV.

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*Matéria realizada em colaboração com João Vitor Costa

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Bruno Martins

| Twitter: @yo_brunoM

Jornalista. Na cobertura de esports desde 2018 e especializado em jogos de FPS como CS:GO e Rainbow Six.