O treinador falou sobre as mudanças de line-up da INTZ e também sobre os comentários do Revolta no Combo Podcast em relação a ele.

A INTZ saiu com duas derrotas nas últimas duas rodadas do CBLOL. Apesar dos resultados, Maestro disse durante as coletivas que ocorreram no sábado (26) que vê melhora no time. A INTZ enfrentou a paiN e a Vorax Liberty no último final de semana e perdeu nas duas ocasiões. A situação na tabela está delicada para os Intrépidos: eles ocupam a nona colocação na tabela com duas vitórias e seis derrotas.

Durante coletiva de imprensa, Lucas “Maestro” Pierre falou sobre como lida com as mudanças de elenco dentro da INTZ e comentou sobre a fala do ex-caçador da INTZ, Revolta, no Combo Podcast. O treinador e o jogador, que agora está fora do competitivo, trabalharam juntos na etapa passada.

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Maestro falou com a imprensa após a rodada do CBLOL. Foto: Riot Games

Maestro fala sobre trocas de jogadores na INTZ

Depois de ter ganhado o título em 2020, a INTZ mudou três peças para o primeiro split e depois mudou novamente três jogadores nas mesmas posições para o segundo split. Na última etapa, o time teve dificuldade de encaixar e nesse começo de etapa a mesma situação parece se repetir. Qual seu planejamento para que esses jogadores entrem em sintonia e comecem a apresentar resultados?

Maestro: Nós já tivemos várias reformulações aqui no clube. Ao contrário do que eu ouvi nos últimos dias, eu já treinei vários atletas de diversas line-ups. Já tivemos dificuldades, passei por dois relegations, duas escavadas, né. Então, tivemos muitos altos e baixos aqui, mas também, felizmente, já cheguei a três finais e vencemos duas delas. Todas com line-ups um pouquinho diferentes, só a nossa última base que durou um pouco mais.

Então, eu acho que o trabalho é sempre muito parecido, ele é um trabalho de união, de pegar experiência dos mais veteranos e fazer com que ele passe isso de maneira suave e tranquila para os mais novos, pegar um pouco dessa energia dos mais novos e dar um choque nos veteranos, tem toda essa dinâmica, que é uma dinâmica natural de todo esporte.

É um trabalho desafiador, mas é um trabalho muito recompensador quando dá certo. Eu acho que o grande problema de se trabalhar com competição, com esporte é quando a gente perde. É muito bom, é muito gostoso trabalhar quando tá ganhando, mas quando tá perdendo também tem trabalho.

Então, é bom todo mundo lembrar que a gente tá trabalhando na vitória e na derrota, é tão duro quanto. Acho que o trabalho permanece o mesmo, apesar de todas as mudanças de line-up, é um trabalho de dia-a-dia, é um trabalho difícil, mas é isso. 

Maestro falou sobre mudanças na equipe da INTZ. Foto: Riot Games

A constância no trabalho de Maestro

O Revolta falou no Combo Podcast que existe uma constância no trabalho da INTZ com você desde muito tempo e comentou que faria bem a você trabalhar em outras organizações para experimentar novos ares. 1) Como você avalia sua linha de trabalho constante? 2) Você acha que precisa de novas experiências?

Maestro: Para mim é sempre muito bom todo mundo trazer discussões relevantes para o cenário, o Revolta é um cara que eu respeito muito, que tem muita história no cenário, é um cara que tem muito pra adicionar de conhecimento. 

Eu entendi o ponto que eles tocaram lá em relação a outras line-ups e pensar de forma diferente. De certa forma, eu aceito feedback de que eu sempre preciso melhorar, terminando todos os splits eu peço feedback para os meus jogadores, eu não vou deixar essa chance valiosa passar, e assim como eu acho que ele tem certos pontos de feedback que eu posso levar em consideração, tem vários outros jogadores com vários outros pontos também que eu posso levar.

Acho que são opiniões muito diversas de cada pessoa que acompanhou meu trabalho. Apesar da mudança de ambiente ser uma coisa que muita gente usa para justificar mudanças, eu confio no meu trabalho, então eu queria deixar isso claro. 

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A gente que trabalha com isso, principalmente pessoas públicas, não tem outro jeito da gente ter sucesso se a gente não confiar no que a gente faz. Acho que é uma mescla, ao mesmo tempo que eu aceito feedback de todo mundo de precisar melhorar, de precisar abrir a cabeça, sem problemas, eu quero ser um eterno aluno também, além de ser um professor.

Ao mesmo tempo, eu confio muito no meu trabalho, eu acho muito difícil a gente abandonar nossa filosofia como treinador, eu acho que todo grande treinador do mundo que tem bons resultados tem uma filosofia. Pode adaptar a cada ambiente, claro, eu não mudei de organização ainda nos últimos cinco anos, pelo menos. Mas, um grande treinador com grandes resultados, normalmente é acompanhado de uma grande filosofia também.

Neste fim de semana, a INTZ enfrentará a Furia e a Rensga. Você pode acompanhar as transmissões pelos canais oficiais do CBLOL no YouTube, Twitch e Nimo TV.

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*Matéria realizada em colaboração com João Vitor Costa

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Bruno Martins

| Twitter: @yo_brunoM

Jornalista. Na cobertura de esports desde 2018 e especializado em jogos de FPS como CS:GO e Rainbow Six.