A Riot Games deu seu veredito no imbróglio envolvendo aquisição da KaBuM pela Magalu.

O patrocínio de naming rights da Netshoes com a E-Flix terá que acabar. Isso porque a Riot Games deu seu veredito por meio de nota sobre o imbróglio que envolvia a aquisição da KaBuM pela Magalu. No entanto, a desenvolvedora e organizadora do CBLOL determinou que a Netshoes Miners poderá manter sua marca pela duração do primeiro split de 2022 no Campeonato Brasileiro de League of Legends.

Entendendo o caso 

Em julho deste ano, foi noticiada a aquisição da e-commerce KaBuM Comércio Eletrônico pela Magazine Luiza. Esse movimento levantou a possibilidade de conflito de interesse no CBLOL, já que a KaBuM já contava com um time nas franquias do torneio e a Magalu já era dona da Netshoes, empresa que firmava parceria de naming rights com a Miners, time da empresa E-Flix, que também disputa o CBLOL. O artigo 3.5.1 do Regulamento do CBLOL detalhe sobre esse tipo de infração:

“Relação entre Equipes: Nenhum dono de time, gerente ou afiliado de um dono pode controlar, direta ou indiretamente, ou ter interesse financeiro direto (ex.: ser dono) ou indireto (ex.: um acordo contratual), ou ser um funcionário ou membro de mais de uma organização participante de uma liga profissional de League of Legends.”

Em novembro, a Riot se pronunciou dizendo que aguardaria o trâmite de aquisição para tomar uma decisão definitiva sobre o caso. Nesta segunda-feira (13), a operação foi concluída com sucesso e, então, a Riot definiu que a Netshoes não poderá mais patrocinar o time da E-Flix por violar o regulamento do CBLOL.

Contudo, visando minimizar o impacto operacional e financeiro que o fim da parceria traria para a E-Flix, a Riot permitiu que o time atuasse ao lado da Netshoes pela duração da primeira etapa do CBLOL em 2022.

Em nota publicada para esclarecer a decisão, a Riot Games pontuou:

“Acreditamos profundamente na conduta profissional e esportiva de todos os times do CBLOL, e confiamos no compromisso da KaBuM! e da Miners com a integridade competitiva do campeonato. Como sempre, permanecemos monitorando o cenário competitivo de Esports do League of Legends com base nos processos e regras do CBLOL. Ainda, seguimos contando com a colaboração de nosso parceiro global SportRadar, que apoia a Riot Games com informações e análises sobre potenciais aspectos de quebra de integridade competitiva. Estamos confiantes de que a questão será resolvida com a colaboração de todos os envolvidos.”

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João Vitor Costa -

João Vitor Costa

| Twitter: @Nenaojao

Estudante de jornalismo. Começou recentemente na cobertura de esports e é especializado em League of Legends. Também se aventura no Wild Rift, Valorant e Legends of Runeterra.