Após a derrota por 3-0 para a Cloud9 nos playoffs da LCS, Olleh da GGS falou o que pensa sobre a Fila dos Campeões.

A Golden Guardians saiu dos playoffs do LCS Spring 2022 após perder da Cloud9 por 3-0. Não haverá uma segunda chance para a GGS, pois começaram a jogar na chave inferior devido a terem terminado na sexta posição. Após a derrota para a Cloud9, Olleh da GGS falou com a imprensa.

A diferença de mentalidade é crucial

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Quando se trata de prática na Fila Solo, não há como negar que há um abismo de diferença entre jogadores da LCS e jogadores profissionais da Coreia do Sul. Seja certo ou errado, os jogadores do ecossistema profissional coreano ficam na Fila Solo por horas a fio porque estão determinados a ser os melhores e garantir que não estão ficando indulgentes.

Ao optar voltar ao League of Legends, Olleh decidiu que se não chegasse ao top 10 no ladder coreano, ele penduraria as chuteiras, ou neste caso, o mouse e o teclado.

Quando minha mãe me viu focando em LoL novamente, ela perguntou se eu não me arrependeria de aprender tudo isso e não usar, então eu disse a ela que se eu não chegasse no top 10 da Fila Solo da Coreia do Sul, eu desistiria de ser um jogador profissional.

Olleh em uma entrevista com Inven Global
Foto: Colin Young-Wolff / Riot Games via ESPAT

Desde que voltou para a América do Norte, Olleh tem sido um dos mais ativos, alcançando o segundo lugar na primeira divisão da nova Fila dos Campeões (Champions Queue) com mais de 180 jogos disputados. Embora isso venha com várias preocupações relacionadas com a saúde, a dedicação da Coreia do Sul nisso mostrou por que eles são a região mais vitoriosa do League of Legends competitivo.

Para Olleh, ele descreve suas frustrações com a quantidade de esforço que os jogadores da América do Norte estão dando e compara com a mentalidade que os jogadores coreanos têm.

“Quando eu estava na Coreia, todo mundo jogava demais. Até o Faker estava jogando tipo 10 partidas de treino por dia. Na América do Norte eu sinto que as pessoas simplesmente não se esforçam tanto, em comparação com outras regiões.”

Olleh da GGS falando à imprensa após o jogo contra a C9

A Liga dos Campeões foi feita para ajudar a América do Norte

Por muitos anos, jogadores profissionais de League of Legends na América do Norte reclamaram da qualidade de vida na Fila Solo da região. Um dos maiores problemas é a diferença de ping entre AN e outras regiões importantes.

Ao tentar entender por que a América do Norte tem um desempenho consideravelmente pior em eventos internacionais, a “desculpa” mais fácil de encontrar é a experiência da Fila Solo. “Se a AN tivesse o mesmo ping que todos os outros, estaríamos jogando melhor” – esta linha de pensamento tem perdurado na LCS por muitos anos.

Este ano, no entanto, a Riot Games introduziu a Fila dos Campeões da LCS. Se trata de um ambiente interno de Fila Solo que é hospedado pelo servidor do torneio da LCS, significando que os jogadores jogariam com ping consideravelmente melhor do que na Fila Solo.

Apesar dos melhores esforços da Riot para trazer mudanças ao cenário norte-americano, parece que ainda há obstáculos formidáveis para a AN enfrentar. O maior problema que a Fila dos Campeões está enfrentando é a falta de jogadores da LCS.

Este é o resultado final da Split 1 da Liga dos Campeões, com Olleh em segundo lugar. Dos dez melhores jogadores, apenas três estão competindo na CLS em um elenco principal.

Embora os jogadores da LCS tenham menos tempo em comparação com os jogadores da Academia, ainda há tempo extra suficiente para os jogadores irem além e melhorarem no jogo. Ao verificar os números, Olleh ficou surpreso com a quantidade de jogadores que não jogam Liga dos Campeões ou Liga Solo.

“Às vezes eu olho [os números da] Fila Solo de outras pessoas, alguns jogadores eles sequer jogam Fila Solo, sequer jogam Fila dos Campeões. O que raios estão fazendo?”

Olleh da GGS falando à imprensa após o jogo contra a C9
Foto: Colin Young-Wolff / Riot Games via ESPAT

Como a Coreia do Sul reagiria à fila dos campeões?

Desde que voltou à LCS, Olleh tem sido um dos maiores defensores por mudanças na América do Norte. Da mesma forma que CoreJJ ajudou a região, Olleh é um jogador que exige trabalho duro e excelência. Olleh questionou o que as equipes da LCS e seus jogadores fazem depois de participarem de uma rodada de treino.

“Eu até perguntei a algumas pessoas, algumas equipes dizem que nem jogaram uma segunda rodada de treino. E eu estava apenas curioso, então o que você faz após uma rodada de treino depois de cinco horas? E sim é por isso que eu fico meio louco com isso.”

Olleh da GGS falando à imprensa após o jogo contra a C9

Voltando à mentalidade dos jogadores coreanos, Olleh acredita que se a Liga dos Campeões fosse lançada na Coreia do Sul, os jogadores veriam isso como uma oportunidade para serem escolhidos por um elenco da LCK.

“Se a Liga dos Campeões chegasse à Coreia, as pessoas se esforçariam duro para ficar no topo do ranking, porque isso dá a você uma reputação que pode literalmente dar a você uma equipe de graça. É isso que Gumayusi e Keria estavam fazendo na Coreia.”

Olleh da GGS falando à imprensa após o jogo contra a C9

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Crédito da foto de Olleh na capa do artigo: Colin Young-Wolff / Riot Games via ESPAT

Traduzido por: Giuseppe Carrino

Jordan Marney -

Jordan Marney

| Twitter: @MarnMedia

Jordan "Marn" Marney is an esports journalist from across the pond. Marn specialises in telling stories about League of Legends and Call of Duty. Marn has been a passionate esports fan since 2014 and has written for publications Unikrn, Esports Network, ESTNN and The United Stand.