O esports.gg preparou uma lista com um dos momentos mais marcantes de times brasileiros no cenário de esports mundial.

Ao longo de toda a sua história nos esports, o Brasil já mostrou sua qualidade nas mais diversas modalidades. As terras tupiniquins já provaram ser um dos locais mais apaixonados pela cultura de esportes eletrônicos, sendo isso, inclusive, um dos motivos do Esports.gg apostar em uma página dedicada ao Brasil.

Com isso em mente, o esports.gg preparou uma lista com alguns dos momentos mais marcantes do nosso país no cenário de esportes eletrônicos mundiais. A lista abrange alguns marcos que vão do League of Legends até o Free Fire. Interaja conosco comentando o que nós deixamos de fora!  

5 conquistas brasileiras nos esports

5 – INTZ contra EDG no Worlds 2016  

A formação da INTZ chamada de Exodia – Foto: Reprodução/Riot Games

Em 2016, a INTZ dominou o cenário brasileiro de League of Legends. O elenco formado por Yang, Revolta, Tockers, Micão e Jockster compunham o grupo que era chamado de Exodia neste período. Esse time conseguiu se classificar para o Worlds de 2016 depois de vencer a Dark Passage no IWCQ, torneio que dava vaga para os times de regiões emergentes disputarem o Mundial. 

Na estreia da equipe brasileira no campeonato mais importante do LoL, a INTZ enfrentou a EDG, equipe que havia sido a campeã na liga chinesa, ainda hoje uma das mais fortes do mundo. Vencer aquela equipe chinesa era um sonho distante, inclusive para a própria INTZ, como relembra Revolta no Combo Podcast: “Esse jogo a gente vai usar de aprendizado para detonar nos próximos”

No entanto, a INTZ acabou protagonizando uma das maiores vitórias de um time brasileiro em palcos internacionais no cenário de LoL, se não a maior. Naquela partida, o elenco da INTZ fez jogadas que levaram a torcida à loucura, muito por conta da atuação excepcional do topo Yang e do caçador Revolta. Na última team fight decisiva, a INTZ conseguiu destruir o Nexus da gigante chinesa, e assim marcaram seu nome na história do League of Legends brasileiro. 

4 – SK Gaming no DreamHack Open Summer 2017

Elenco da SK Gaming em 2017- Foto: Reprodução/HLTV

A SK Gaming foi um dos times mais predominantes do cenário mundial de CS:GO entre os anos de 2016 e 2017. A organização alemã tinha em seu elenco astros do Counter Strike brasileiro, no DreamHack de 2017, eles contavam com fer, FalleN, coldzera, TACO e felps. Na ocasião, os brasileiros se sagraram campeões do torneio ao bater a Fnatic pelo placar de 2×1 na última MD3. 

E uma jogada ficou muito marcada deste torneio, o famoso clutch em que o coldzera levou a melhor em um 1×4 contra a mousesports. O jogador brasileiro se encontrava sozinho no bombsite, e mesmo assim conseguiu derrubar os seus adversários um por um com sprays precisos de sua AK-47. O narrador em ofício ajudou a eternizar o momento ao descrever os sentimentos de quem estava assistindo: “coldzera! O homem, o mito, a besta!”.

3 – O Brasil no R6 em 2021

Ninjas in Pyjamas no Six Invitational

NiP se sagrou campeã do Six Invitational – Foto: Reprodução/Ubisoft

Em 2021, o Brasil se consolidou como uma das melhores regiões do mundo no Rainbow Six: Siege, e talvez realmente seja a melhor. Em maio deste ano, a Ninjas in Pyjamas conquistou o título do maior campeonato internacional do R6, o Six Invitational. Na ocasião, seis times brasileiros se classificaram para a competição, e todos eles conseguiram alcançar os playoffs.

A grande final foi disputada entre a NiP e Team Liquid, duas organizações estrangeiras, mas que contavam com um elenco completamente brasileiro. As duas equipes deram show dentro do servidor, mas foi a Ninjas in Pyjamas que se sobressaiu e venceu a MD5 pelo placar de 3×2.

Depois de amargar o segundo lugar no ano interior, a NiP pôde finalmente tirar o grito entalado na garganta. Em 23 de maio deste ano, a equipe havia se tornado o primeiro time brasileiro a vencer um Six Invitational.

Team One no Six Major Mexico 2021

Team One campeã do Six Major Mexico – Foto: Reprodução/Ubisoft

Os triunfos brasileiros no Rainbow Six: Siege em 2021 não se encerraram com o título da NiP no Six Invitational. A Team One ainda daria mais uma alegria aos torcedores brasileiros, trazendo mais um título para casa. No entanto, a jornada até o topo não foi tão fácil, a equipe começou o campeonato perdendo os três primeiros jogos de ida na fase de grupos, coisa que não se repetiu mais a partir dali, quando os Golden Boys ganharam todos os jogos de volta e ainda conseguiram conquistar a vaga dos playoffs no seu grupo de uma forma milagrosa.

Ainda na fase grupos, a equipe brasileira foi provocada pelos norte-americanos da Susquehanna Soniqs, o jogador Yeti chegou a gritar para os brasileiros dizendo que a Team One “não era esse time” e até mostrou o dedo do meio. No último confronto com a Soniqs, a Team One venceu pelo placar de 7×5 e ainda os provocou de volta no final do torneio. Sim Yeti, a Team One é esse time, confia na gente, ela é esse time.

Durante os playoffs, a maioria dos confrontos foram muito acirrados. A equipe chegou a enfrentar seus conterrâneos brasileiros da Team Liquid e bateram a Cavalaria nas semifinais por 2×1. Na grande final, a Team One enfrentou os russos da Team Empire, as duas equipes protagonizaram uma série MD5 extremamente disputada. Mas no quinto e decisivo jogo, os Golden Boys bateram seus adversários com um clutch 1×2 incrível de Lagonis. O craque inclusive concedeu entrevista ao Esports.gg depois do título. Ao vencer o torneio, a Team One conquistou o primeiro Six Major de um time brasileiro.

2 – Corinthians no Free Fire World Series 2019

Corinthians campeão do Free Fire Worlds Series – Foto: Reprodução/Garena

Em 2019, o Corinthians mostrou que o Free Fire brasileiro era o melhor do mundo. A organização havia acabado de ingressar no Free Fire, e no seu primeiro mês venceram a terceira temporada do Free Fire Pro League Brasil e se tornaram campeões brasileiros. Logo depois, partiram para disputar o Free Fire World Series de 2019, e foi lá que a equipe do craque Nobru fez história no cenário de Free Fire.

O Mundial foi realizado no Rio de Janeiro, e a transmissão da competição teve um pico de 2 milhões de pessoas simultâneas, uma marca impressionante que mostra a força do jogo em todo mundo. Mas, o marco mais significativo foi ver um time do Brasil ser campeão mundial em uma arena lotada de brasileiros.

A final foi disputada ao longo de oito quedas, e o Corinthians fez uma virada histórica nas últimas duas ao emplacar dois booyahs em sequência. Isso deu a pontuação suficiente para que o Timão levantasse a taça de campeão mundial.  

1 – Luminosity no MLG Columbus 2016

Foto: Robert Paul/MLG

O Rainbow Six mostrou em 2021 que o Brasil AINDA é o país do FPS. Isso porque, em 2016, uma line de Counter-Strike: Global Offensive faria história na modalidade, instaurando a segunda era do esporte (a era NiP é incontestável). A line composta por Gabriel “FalleN” Toledo, Fernando “fer” Alvarenga, Marcelo “coldzera” David, Lincoln “fnx” Lau e Epitácio “TACO de Melo conquistou o coração dos brasileiros e também do mundo ao escreverem uma história de resiliência incrível.

Em 2014, com a ascenção do CS:GO, estes jogadores, junto com outros pioneiros, se esforçaram para se manterem no cenário profissional. Vários anos de esforços culminaram no MLG Columbus 2016, um dos majors deste ano. O time já havia chegado à semifinal do torneio e poderia dar a sua tarefa como cumprida, mas eles queriam mais. Contudo, o sonho parecia chegar ao fim, destruído por uma Liquid comandada por Spencer “Hiko” Martin, que tinha ao seu lado jovens talentos como um não tão conhecido Oleksandr “s1mple” Kostyliev. O primeiro mapa, uma Mirage, caminhava para uma vitória da Liquid sem muito suor. Isso porque a equipe estava vencendo por 15×9, tendo assim 6 match points para encaminhar a vaga na final.

A situação parecia azedar completamente para os brasileiros quando todos os cinco jogadores da Liquid se direcionaram para o bombsite B, onde coldzera estava sozinho com uma AWP e um sonho. A história foi escrita: jumping double for cold. O brasileiro pegou o primeiro, resolveu repickar e em um pulo, sem scope, matou mais dois jogadores com apenas um tiro, segurando o bombsite até que seus companheiros chegassem, mas não antes de coldzera levar um quarto jogador. A jogada por si só é monumental, mas se engrandece ainda mais quando, em seguida, a Luminosity consegue levar o mapa para a prorrogação, vencendo a Mirage e também o próximo, garantindo a vaga na final contra a Natus Vincere.

A jogada de coldzera recebeu grafite no mapa e tatuagem na pele do próprio jogador, mas mais do que isso, essa jogada impulsionou um comeback impressionante, além de uma moral incrível para o resto do torneio, uma que os brasileiros não perderiam, ganhando a grande final da Natus Vincere sem grandes sustos. Estava instaurada a era Luminosity/SK Gaming no CS:GO mundial.

*Texto produzido em colaboração com Igor Oliveira

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João Vitor Costa -

João Vitor Costa

| Twitter: @Nenaojao

Estudante de jornalismo. Começou recentemente na cobertura de esports e é especializado em League of Legends. Também se aventura no Wild Rift, Valorant e Legends of Runeterra.