Ano novo e novas oportunidades para a Oceania. 2022 marcará o retorno dos australianos ao topo? AliStair, da Renegades, acha que sim.

Com todo o papo sobre salvar o CS da América do Norte, regiões menores como Ásia e Oceania são geralmente esquecidas. Equipes de países como a Austrália historicamente tiveram que morar no exterior para competir nos eventos principais. Com essa oportunidade perdida, o nível do cenário despencou. A Renegades se mostrou promissora nas poucas LANs para as quais foi convidada, mas assim que volta para casa, seu nível parece retornar ao que era.

Conversamos com a Renegades antes do IEM Katowice para descobrir se 2022 marcará o retorno dos australianos ao topo.

P: Como é estar de volta a este elenco da Renegades?

Liazz: É incrível. Senti saudade dos rapazes. Feliz por estar jogando com eles novamente. Sim, faz muito tempo. Já se passaram dois anos desde que joguei na Renegades. Três anos agora. Estou animado.

P: No Major de Berlim, em 2019, a Renegades e você conseguiram chegar na semifinal, vencendo equipes como G2, FaZe e ENCE. Vocês serão capazes de repetir a façanha?

Liazz: Com certeza. Esta equipe é ainda melhor do que a anterior, por isso espero ganhar tudo.

Renegades aliStair
Liazz competiu pela última vez no elenco da Extremum

P: Você pode falar sobre o que estava fazendo após ser colocado na reserva?

Liazz: Eu ainda morava no exterior na Sérvia, então ainda jogava um pouco de CS porque não tenho mais nada para fazer. Eu morava no exterior, mas voltei para a Austrália em dezembro. E desde então voltei a jogar CS. Então eu estou de volta nisso. Mas sim, eu realmente não posso falar dos outros caras. Eu sei que um pouco de Valorant está sendo jogado por alguns dos rapazes.

P: Com relação a todos esses problemas de viagem entre Austrália, Europa e assim por diante, vocês têm o RMR Qualifier nos dias 5 e 6 de março. Qual é o plano?

INS: Vamos jogar a RMR Qualifier e depois viajar para a Europa para os eventos, basicamente. Mas jogaremos todas as eliminatórias australianas que pudermos e eventos australianos porque meio que temos que jogar. E vamos para a Europa para realizar boot camps quando necessário.

Chegamos a um ponto em que havia apenas pessoas que não chegavam a um acordo sobre como deveríamos jogar.

AliStair da renegades sobre a saída de Malta

P: Qual foi a razão por trás da saída de Malta? Qual a razão por trás disso?

AliStair: Acho que havia apenas visões diferentes para o jogo. Acho que Liam jogou nesta equipe por muito tempo. Chegamos a um ponto em que havia apenas pessoas que não chegavam a um acordo sobre como deveríamos jogar. Então eu acho que agora é apenas desejar boa sorte para ele e sua jornada e coisas assim, mas acho que foram apenas ideias diferentes.

P: Como tem sido treinar com o novo elenco? A melhoria no poder de fogo que vocês causaram é claramente grande, mas vocês estão mais confiantes na equipe em geral?

AliStair: Sim, acho que o potencial dessa equipe é incrível. Tivemos um boot camp aqui que foi o nosso primeiro com o Liazz. Os treinos e outras coisas começaram devagar, mas no final, acho que criamos muita confiança e uma base sólida para continuar e acho que esse elenco só ficará melhor após cada evento.

A equipe Renegades no IEM Katowice

P: No IEM Cologne, vocês derrotaram a OG e ganharam um mapa da NaVi. Com o seu primeiro jogo contra a OG, vocês acham que podem derrotá-la?

Hatz: Absolutamente, 100%. Acho que todos aqui são capazes de jogar em alto nível. Acho que estamos todos muito confiantes em nós mesmos e uns com os outros para fazer isso novamente.

P: Qual é a situação para vocês na região da Oceania em termos de treino e obtenção das melhores condições possíveis por lá agora?

INS: Sendo sincero, é muito ruim. Em termos de treino, não podemos treinar com muitas equipes, especialmente com o RMR chegando. Não queremos treinar contra a ORDER e outros oponentes como a LFO. Não se aprende muito, então provavelmente você aprende mais em três dias aqui do que em dois anos na Austrália? Bem isso. Está muito ruim agora.

P: Até que ponto a falta de treino e a incapacidade de viajar regularmente para a Europa afetam seu nível em relação às equipes de lá?

INS: Acho que, desde que gastemos nosso tempo com sabedoria na Europa e aproveitemos ao máximo e não brinquemos com nada, fiquemos apenas com todos trabalhando muito duro, acho que ainda podemos manter um nível alto o suficiente para competir aqui com certeza.

Acho que o estilo que eu jogo na Austrália precisa ser bastante alterado aqui porque não estou sendo punido tanto quanto em casa.

AliStair da Renegades

P: AliStair, você obteve números impressionantes na região australiana, mas você acha que pode fazer a transição para a Europa jogando contra equipes de lá?

AliStair: Sim, acho que isso vem com o tempo e prática. Estou praticamente me acostumando com o assunto aqui e o estilo. Acho que o estilo que eu jogo na Austrália precisa ser bastante alterado aqui porque não estou sendo punido tanto quanto em casa. Então, acho que é muito mais orientado à equipe e sim, é um nível de competição completamente diferente, mas acho que posso jogar bem nas partidas oficiais.

P: Temos três equipes australianas treinando e jogando na Europa com vocês, ORDER e LFO. Vocês acham que isso ajudará o nível geral do cenário australiano a melhorar significativamente?

Sico: Sim, deverá. Muitos da LFO nunca estiveram no exterior, então eles devem aprender muito apenas com este treinamento. Como se eles estivessem lá por um mês ou dois. Então eles devem aprender muito. E a ORDER teve outra competição, então definitivamente deverá ajudá-la.

“Vamos estar numa equipe muito competitiva este ano.”

Alistair da Renegades

P: Vocês acham que a Renegades será mais competitiva este ano?

AliStair: Sim, acho que temos as ferramentas ceras no mesmo nível, acho que definitivamente temos o que é necessário. Especialmente com nosso coach agora com todo o conforto em implementar seu sistema e como queremos usá-lo. É muito bom, eu acho. E nós só vamos crescer com isso, eu acho. Nós vamos estar numa equipe muito competitiva este ano.


Embora a situação não seja perfeita para os jogadores australianos, a Renegades continua a mostrar sinais promissores para o futuro. Com as RMRs em LAN, o retorno dos Majors e os eventos presenciais, 2022 parece ser um bom ano para a Austrália e a Renegades.

Fique ligado no esports.gg para a cobertura completa sobre a IEM Katowice 2022.

Traduzido por: Giuseppe Carrino

Arnav Shukla - Writer of the Month: July

Arnav Shukla

Writer of the Month: July | Twitter: @xL_csgo

I am a hardcore Counter-Strike fan who loves to watch and write about CSGO. A student of the game's history and a bad player in game.