Acusação à HObbit colocou o tópico em debate novamente no cenário de esports

Durante o PGL Major Antwerp 2022, de Counter-Strike: Global Offensive, o termo matchfixing ganhou os holofotes, após um pro player ser acusado deste ato. Jogador da Cloud9, Abai “HObbit” Hasenov, foi às suas redes se defender – “Minha reputação está em jogo”. Porém, a questão que fica, pelo menos para alguns, é o que diabos é matchfixing? Confira aqui uma explicação do termo, que é considerado uma fraude, além de ser antidesportivo

O que é matchfixing

Resumidamente, matchfixing é o ato de manipular os resultados de uma partida. Esse tipo de manipulação pode acontecer por parte dos jogadores ou até mesmo de árbitros (quando analisamos os esportes mais tradicionais). Normalmente, uma equipe combina de perder uma determinada partida, ou realiza atos específicos, para que possa controlar o resultado do mercado de apostas.

No caso de HObbit, o jogador é acusado por um ex-companheiro de time, que também estaria envolvido na fraude, de perder rounds pistols. O detalhe é que, segundo a denúncia, o time apostava, individualmente, em resultados que pagavam mais pela derrota nestes rounds específicos. Para entender mais sobre o caso, acesse a matéria aqui. E este é um aspecto importante do matchfixing, apesar do nome indicar partida (match), os envolvidos podem fraudar acontecimentos menores dos jogos, sem necessariamente fraudar o resultado final.

“Eu nunca estive envolvido em manipulação de resultados. Estou totalmente preparado para auxiliar na investigação da ESIC. Tudo o que conquistei, obtive com meu trabalho duro e perseverança. Minha reputação está acima de tudo para mim.”

Tal ato é visto como uma prática fraudulenta e pode ocasionar até mesmo em prisão. Dentro do CS:GO, por exemplo, um escandâlo de matchfixing na Austrália, em 2019, terminou com a prisão dos seis jogadores envolvidos. Vale ressaltar que a prática é comum também fora do mundo dos Esports, com as prisões, neste cenário, sendo ainda mais comuns.

Dessa forma, é natural que o ato seja repudiado e considerado um crime, pois é considerado uma conduta antiesportiva e fere qualquer ética competitiva. Além disso, as punições severas servem para profissionalizar o cenário e impedir que tais atos possam interferir no espírito competitivo.

Banimento por matchfixing

Como falamos anteriormente, equipes, dentro do CS:GO já sofreram fortes represálias por serem descobertas dentro de tal escândalo. Essas punições costumam variar, pois o sistema competitivo é aberto. A desenvolvedora do jogo, Valve, já disse diversas vezes que repudia essa conduta, banindo permanentemente equipes que forem, comprovadamente, descobertas.

Em outras ligas, as punições costumam ser mais “brandas”, deixando as equipes de fora por um período de tempo específico. Duas das maiores organizadoras de campeonatos de CS:GO, ESL e a Dreamhack, já disseram que, equipes pegas praticando matchfixing, irão ficar, temporariamente, banidas dos seus campeonatos.

Equipe da iBUYPOWER, descoberta num escândalo de matchfixing em 2014 – Reprodução: HLTV

No passado casos como esse impactaram todo o cenário, deixando uma marca amarga. Em 2014, uma equipe foi suspeita de perder propositalmente, manipulando os resultados do jogo. Após um ano de investigações, a iBUYPOWER foi banida permanentemente dos campeonatos.


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Lucas Bauth -

Lucas Bauth

Lucas Bauth, redator e analista de Esports, com foco em jogos como Valorant, League of Legends e TFT.