Quinze anos atrás, a line lendária da MIBR conquistava o primeiro mundial do Brasil na história da modalidade.

O mês de julho, especialmente o dia 2, é marcado no coração dos fãs brasileiros de Counter-Strike. Há 15 anos atrás, no longínquo ano de 2006, o Made in Brazil (MIBR) se consagrava como a campeã do Electronic Sports World Cup (ESWC) daquele ano. O título foi o primeiro mundial dos brasileiros na modalidade.

A equipe que contava com os, agora, lendários Lincoln “fnx” Lau, Raphael “cogu” Camargo, Renato “nak” Nakano, Bruno “bruno” Ono e Carlos Henrique “KIKO” Segal, bateu a sueca Fnatic na decisão que consagrou a MIBR como uma gigante na história do Counter Strike brasileiro.

Esse título pavimentou o caminho que mais tarde seria trilhado e sacramentado por jogadores como Gabriel “FalleN” Toledo, Fernando “fer” Alvarenga, Epitácio “TACO” de Melo e Marcelo “coldzera” David. Hoje, se o Brasil é respeitado mundialmente no cenário do CS:GO, muito se deve àquele título conquistado 15 anos atrás.

A jornada do MIBR

A caminhada do MIBR começou no Brasil com a disputa da Brazil Cup em abril de 2006. O MIBR venceu a g3nerationX, sim, aquela organização eternizada por Gaules, para garantir vaga na ESWC Brazil 2006. À época, viver de Counter Strike era muito difícil, então as contratações das organizações eram limitadas, então uma das curiosidades sobre a MIBR de 2006 é que ela contava com duas equipes: uma jogava com a tag MIBR.SP e a outra MIBR.RJ. A equipe que conquistou a classificação ao mundial jogava representando São Paulo.

Na edição brasileira da ESWC 2006, o campeonato que definiu a equipe do Brasil na disputa do Mundial, em um confronto caseiro, a equipe de São Paulo bateu a equipe do Rio de Janeiro para garantir à ida da line tão conhecida ao mundial.

KIKO, jogador do MIBR na época do título da ESWC 2006. Foto: Fragbite

O mundial

Na primeira fase, o MIBR terminou líder do seu grupo de forma invicta. Em cinco jogo, os brasileiros conquistaram quatro vitórias e um empate. A campanha garantiu o avanço à segunda fase. Nesta fase, a Fnatic estava no grupo da equipe brasileira, mas ainda assim a classificação foi tranquila. Em três jogos disputados, duas vitórias e uma derrota e MIBR na liderança.

mibr

Os playoffs, ao contrário dos dias de hoje, eram disputados em apenas um mapa. Consequentemente, a MIBR precisava vencer 3 mapas para escrever seu nome na história do CS brasileiro. Nas quartas de final a equipe pegou os espanhóis da x6tence e, de maneira fácil, venceram por 16-5 no mapa da Nuke para avançar à semifinal. Contra a equipe alemã da ALTERNATE aTTaX, o jogo foi muito mais equilibrado e somente na prorrogação o MIBR venceu, na Train, por 19-16.

A grande final, que hoje já está marcada na memória dos fãs de Counter Strike, foi contra a sueca Fnatic. A equipe, na época, contava com a titularidade do também lendário Patrik “f0rest” Lindberg, um dos maiores jogadores da história do Counter-Strike. Apesar disso, a Fnatic não conseguiu chegar perto do nível apresentado pelos brasileiros, que venceram a Inferno por 16-6, com atuação lendária de Cogu, que até hoje possui posição demarcada no mapa.

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