Streamer conta desde seu primeiro contato com os games até o período que lidou com depressão.

Nesta segunda-feira (30), Alexandre “Gaules” Borba falou sobre sua trajetória no The Players Tribune, site em que personalidades do esporte compartilham sua história. Ao longo do texto, o streamer conta desde o seu primeiro contato com os games, até o período em que lidou com depressão.

Uma das primeiras coisas que Gaules pontua é sua primeira conexão com os games na década de 90, ainda com os consoles mais antigos da época. Uma das coisas que ele ressalta é o sentimento de comunidade presente ao longo das jogatinas.

“Era uma coisa de grupo, sabe? A gente sempre estava jogando junto, e o videogame era um meio de comunicação da nossa turma, um motivo a mais para que a gente pudesse estar junto. Ninguém fazia aquilo sozinho. A gente queria, sim, passar de fase, mas, se não desse, tudo bem. Tinha outro amigo esperando o controle, pronto para continuar jogando. Já era uma comunidade.”

Gaules também conta no texto do The Players Tribune que gostava de praticar esportes em paralelo ao interesse pelos games. Contudo, ele acabou se lesionando por volta dos seus quinze anos e, por isso, precisou parar de jogar futebol. Depois disso, o streamer se viu entrando no começo de uma febre que surgia naquele período: o Counter Strike.

“Posso afirmar com convicção: foi o momento em que meu cérebro deu um clique, como se eu estivesse me conectando a algo maior. Tipo conexão wifi antes mesmo da banda larga existir, saca? 

Sim, eu já tinha jogado outros games, mas nunca havia sentido nada parecido antes. Quando essa conexão, enfim, funcionou para mim, tudo ficou mais óbvio e natural. Entre tantas dúvidas que pairam na juventude, e que são normais, eu já tinha uma certeza: era isso, jogar CS, que eu queria fazer pra valer!”

Foto: Divulgação/Gaules

Em seguida, Gau fala como o interesse inicial no jogo se tornou vontade de competir. Assim, ele entrou no time da lan house que ele frequentava e conseguiu bons desempenhos. Algum tempo depois, Gaules deixou seu time de lan house para montar sua própria equipe: a G3x.

“No G3x, nossa estreia foi exatamente num campeonato promovido pela Monkey, quando eles abriram a loja da Santa Cruz, perto do metrô, aqui em São Paulo. O resultado? Nós fomos campeões, não tinha pra ninguém.

A lembrança desse título tem um sabor todo especial para mim. É que até aquele momento ninguém sabia quem a gente era, ninguém falava em Gaules. Pode parecer estranho, mas nós éramos ilustres desconhecidos, e as pessoas não davam importância para o que estávamos fazendo.”

Depois de falar da sua transição para o MIBR, da mudança de jogador para treinador e as conquistas deste período. Gaules também compartilha memórias da época em que lidou com depressão severa. Mas também conta que eventualmente conseguiu se tratar com ajuda de médicos e amigos.

“Não estou dizendo que foi fácil, muito menos que me levantei de uma hora pra outra. Mas reafirmo que, sim, é possível. E, se você estiver passando por isso, por favor, peça ajuda. O primeiro passo pode ser dado por você. E acredite: vai ter alguém para correr contigo.”

Ao final do texto para o Players Tribune, Gaules reforça a importância da Tribo, a comunidade que ele construiu ao longo de sua caminhada.

“Porque quando lembro de tudo o que passei e vejo onde estou agora, uma força me faz querer levantar todos os dias e seguir adiante. Todos. Os. Dias. É a Tribo, cara. Quando uma galera como a nossa está junto, não tem como ninguém se sentir sozinho. E aqui não é só o Gaules falando. Mas o Alexandre, que, no fundo, é mais um que tá junto com vocês. Correndo com vocês.”

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João Vitor Costa -

João Vitor Costa

| Twitter: @Nenaojao

Estudante de jornalismo. Começou recentemente na cobertura de esports e é especializado em League of Legends. Também se aventura no Wild Rift, Valorant e Legends of Runeterra.